31 de jan de 2014

Teste de cegueira ideológica

Apresento ao leitor a seguinte citação, retirada de um livro não muito famoso:

"Quando é o poder que diz ao povo aquilo em que é preciso crer, está se referindo a uma 'espécie de religião política', raramente preferível à precedente [...] Ao fim e ao cabo, o conteúdo específico do novo dogma importa pouco [...] O essencial é a nova 'plenitude de poder', já que o poder temporal impõe também as crenças que lhe convêm. Controlando a escola, ele transforma a instrução, que supostamente deveria trazer a liberação, em ferramenta de uma submissão ainda maior; ele apresenta como dogmas imutáveis ou, pior, verdades científicas, as últimas decisões políticas [...] A religião tradicional queria controlar a consciência do indivíduo, fosse exercendo ela mesma o poder temporal, ou delegando a este a tarefa de reprimir. A religião política, por sua vez, poderá vigiar e orientar diretamente tudo. [...] O território da nova religião ultrapassa de longe o do antigo; em consequência aumenta também aquele que o indivíduo terá de defender."

Lanço, agora, três perguntas:

1- Você concorda até que ponto com o autor?

2- Quem você acha que é o autor de cujo livro a citação foi retirada?

a) Mestre (e, para alguns, uma deidade) Olavão, em "O Imbecil Coletivo"
b) O libertário Marcos Bagno, em "A Norma Oculta"
c) A maior filósofa do hemisfério, Marilena Chauí, em "O que é Ideologia?"
d) O filósofo búlgaro Tzvetan Todorov, em "O espírito das Luzes"
e) O reaciotário Luciano Henrique Ayan, em "Desvendando o Esquerdismo - Guia para Iniciantes".

3- Você considera que este autor tem o DIREITO de continuar a escrever livros (caso discorde dele)?

Saberão a segunda resposta em breve (ou nos comentários mesmo).

Sobre o Autor: Octavius é graduando em Letras e, obstinadamente, procura desvendar os enigmas da Filosofia. Perguntaria a um certo membro do Ad Hominem como é ser odiado por olavettes e esquerdistas ao mesmo tempo, mas, além de já conhecer esta sensação, só se mistura com libertários durante o happy hour.

6 comentários:

  1. As respostas B e C são inviáveis na minha opinião, pois os autores nelas citados não possuem a capacidade de leitura e escrita apresentada no texto base.

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    1. John,

      Já está com meio caminho andado para descobrir o autor, rsrsrsrs

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    2. 1) Cara sinceramente não concordo nen discordo do autor, pelo simples motivo de achar uma citação tacada ao leu e sem contextualização (Ou seja o que vem antes e depois) algo extremamente difícil e até estupido de ser analisado.

      2) Chutaria no Olavão pela maneira como o texto esta escrito.

      3) Cara o direito todos tem se vc vai ler o não isso depende unica pura e simplesmente de vc.

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    3. Antonio,

      Sobre a sua resposta 2: Nem é o Olavo, véi. Vamos lá, sobram Luciano Ayan e Todorov, pois o John já tirou Bagno e Chauí.

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    4. Todorov, então (Pois apesar de conhecer só de nome) acho quase impossível o Ayan escrever alguma coisa possível de ser lida. (Acho ele péssimo escritor no sentido de não saber articular as ideias e apresenta-lá de forma decente em um texto).

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