6 de nov de 2013

Eu, Apolítico - Castigo e "crime" - Ensaio sobre a indignidade e o humor segundo a esquerda

"Se os socialistas tivessem um pingo de respeito por seus próprios direitos humanos, voltariam para suas casas e deixariam que a boa e velha democracia burguesa os protegesse contra a tentação suicida de implantar o socialismo." (p.145)

Esta é uma dentre as várias cirúrgicas citações que podemos extrair do livro O Mínimo que você precisa saber para não ser um idiota , escrito pelo filósofo e jornalista campinense Olavo de Carvalho. Não venho aqui, porém, para defender Olavo ou para fazer um recorte de seu livro, pois isto farei em hora mais oportuna e quando houver assunto menos urgente a ser tratado. Que assunto tão urgente, então, é esse?

Danilo Gentili e o choro pelo leite não-derramado

Danilo Gentili ao saber das reclamações esquerdistas sobre sua "opressão"
Como meus caros leitores já devem saber, o humorista Danilo Gentili (que já defendi neste espaço), ex-CQC e agora apresentador do Agora é Tarde, está sofrendo, mais uma vez, um processo por causa de uma piada considerada ofensiva e infeliz por seu alvo. Como bem resumido pelo minarquista Flávio Morgenstern em Danilo Gentili e a amamentação: se a patrulha não aguenta, que beba leite, o caso foi que:

Danilo Gentili fez uma piada com a maior doadora de leite materno do Brasil: “Em termos de doação de leite, ela está quase alcançando o Kid Bengala”

Porém, como bem lembra o próprio uspiano:

Gentili não comparou a honrada mulher ao famoso ator pornô, e sim a quantidade de suas doações de leite (cada qual com um sentido).

Mesmo assim, como era de se prever, em se tratando do mesmo humorista que não poupa críticas ao modus operandi da esquerda brasileira, não tardaria muito para que, ao invés de apenas vermos mensagens de apoio à doadora por ter processado Gentili - o que está dentro das regras democráticas, apesar de, em minha opinião, ser extremamente apelativo e, quando se trata de humor, desnecessário -, nos deparássemos com os mais inflamados discursos contra a existência em si de Gentili como persona pública e influente dentro de um meio midiático, sob a desculpa esfarrapada de que o humorista representaria, na verdade, "a ideologia capitalista, retrógrada, conservadora, fascista e machista" contra o uso que a doadora, cujo nome me escapa, fez de seu corpo, o que, segundo nossa trupe de Aristóteles versão anos 2010, já seria mais do que o suficiente para que a família do humorista, junto com ele próprio, fossem levados à fogueira, e para que a descendência do apresentador do AET fosse eternamente amaldiçoada e relegada ao limbo da intelectualidade.

Materialismo dialético: Minúscula empresa (intelectual), Grandes negócios (acadêmicos)
Pretendo, então, demonstrar, neste ensaio, como todas essas boas intenções, fora o fato de serem o cimento da pior qualidade na pavimentação do caminho ao inferno, não passam de uma espécie de fideísmo vagabundo calcado em saltos metafísicos cuja fundamentação, curiosamente, se limita ao plano do ideologismo do tipo mais desprezível (ou seja, algo totalmente anti-metafísico).

O primeiro ponto a ser abordado, então -  e o que já deixa claros indícios da grandeza do salto de fé a serem dados doravante -, é que, para aceitar a censura a Danilo Gentili nas mídias, as primeiras premissas que devemos aceitar são:

P1: A humanidade se divide em "opressores" e "oprimidos"
P2: "Opressor" e "oprimido" são categorias fixas e imutáveis e, portanto, independentes de qualquer tipo de contexto para existirem.

Isto, resumidamente, é o que marxistas, progressistas e toda essa caterva de esquerdistas gosta de chamar de "materialismo dialético". O problema é que, além de não demonstrarem cabalmente porque essas categorias são as mais válidas para classificar o homem, eles se esquecem de que, como bem nota Morgenstern no já citado artigo:

É uma dicotomia boba acreditar que a humanidade se divide estanquemente entre opressores e oprimidos: um motoboy consegue passar de um para outro umas 50 vezes em uma única avenida.

E, como noto eu, essas categorias são falhas justamente quando se procura examinar as exceções à regra. Tomemos, por exemplo,o caso do preconceito linguístico, exaustivamente descrito pelo Papa da Sócio (Sociolinguística) e professor da UnB Marcos Bagno, um intelectual progressista já criticado por essas bandas. Segundo ele, por ser o preconceito linguístico, na verdade, um preconceito social - remeto-me ao que diz nas primeiras páginas de A Norma Oculta (2003), quem quiser conferir que leia o livro -, o que importa ao definir o que é mais ou menos erro não é necessariamente o que se fala, mas quem fala e para quem a mensagem é mandada.

Esta noção não teria qualquer falha se Bagno se lembrasse de citar casos REAIS em que o preconceito linguístico ocorre contra quem usa um nível de linguagem na verdade considerado mais culto do que o normal. Curiosamente, entretanto, o cientista mais esotérico de terra brasilis (ou melhor, de terra Brasília) apenas se lembra de quando este preconceito é contra uma variante considerada "abaixo do padrão" e só cita exemplos de preconceito não contra pessoas que não tem qualquer acesso a meios midiáticos, mas sim contra Luiz Inácio Lula da Silva, talvez o presidente mais midiático que esta nação "nunca antes" teve.

"De boas aqui observando o cumpañero Marcos Bagno me defender em livro" - Lula sobre Marcos Bagno
Com isto, Bagno deixa sua teoria vulnerável a uma contestação embasada em algo que apenas um cego seguidor do bagno-freireanismo deixaria de enxergar mesmo que colocado diante de seu nariz. Suponhamos que nos deparemos com a seguinte situação: Dois jovens brancos e heterossexuais de classe média-alta conversam sobre um assunto de trabalho. De repente, um deles diz: "Ei, cara, o que acha de a gente conversar melhor sobre tudo que concerne a este tópico em outra ocasião?", e o outro, ironicamente, retruca: "'Ocasião'... 'concerne'... 'tópico'.. para de frescura, brother!". Quem seria, nesta situação, o opressor: quem usou uma variante fora do contexto ou quem recriminou o outro por isso? 

Se formos seguir as ideias de Bagno, não poderemos chegar a qualquer conclusão definitiva, visto que, apesar de sua teoria não mostrar qualquer aspecto que exclua como discriminatório e digno de reprovação o preconceito contra vocábulos menos usados e considerados mais cultos, não li nem ouvi falar de qualquer de suas obras em que se abordasse este tipo de intolerância linguístico-social. Quando vamos a seus seguidores, então, a situação fica ainda mais dramática, pois, como diz um deles, "é óbvio que preconceito é só contra o OPRIMIDO". Pergunto a este religioso da Sociolinguística Aplicada: Como ficaria então a situação acima, tão real quanto qualquer outra?

Logicamente, o leitor ainda poderia objetar que estou me referindo, também, a algo muito específico de um conceito ainda pouco disseminado e pouco creditado pela Academia - poderia falar-lhes sobre a grade curricular de Letras, mas deixo isto para outra ocasião. O detalhe é que isto também pode ser aplicado a outras situações: Se uma mulher começar a tratar todo homem de acordo com os estereótipos tradicionais ("homem é tudo igual... e ruim", "homem só pensa em peito e bunda", etc.) e propaga seu discurso, por que também não pode ser chamada de opressora contra o homem? Seria opressão, também, um negro pobre falar a um branco pobre que este "cheira a leite azedo"? E um gay que, por alguma razão, condenasse um hétero por este ser "galinha", seria opressor? E se condenasse uma hétero por ser "oferecida", seria machista, ou chamá-lo de machista seria ser homofóbico? E um negro gay religioso que condene o ateísmo como pecado, seria "ateofóbico", ou constatar isso seria racismo e homofobia?

Não é difícil, então, ver que o primeiro salto de fé já é de uma enormidade quase inaceitável para qualquer um que se diga intelectual, quem dirá para forçar uma pessoa comum a fazê-lo. Poderiam me dizer, então, que estou sendo leviano, pois todas essas situações são exceções. O problema é que, além de  não termos dados para conferir se o que estou dizendo é exceção, uma lei que não preveja exceções só poderá causar duas coisas: Desigualdade e a criação de uma nova lei para corrigir a antiga. Falando em lei, aliás, voltarei a isso mais tarde. Agora, vamos destrinchar outras premissas deste tipo de discurso.

Premissas para a segunda parte da Metafísica da Indignidade

Em meu texto-resposta a Lucas Lucena Sonda sobre Pena de Morte, há uma parte intitulada "Metafísica da Indignidade". Lá, o que digo é, basicamente, que este pensamento de colocar o direito de humano de um criminoso hediondo antes do de sua vítima é uma forma de a esquerda, que se proclama sem qualquer pudor a única defensora válida da dignidade humana, na verdade tornar as pessoas com boa conduta, na verdade, indignas, rotulando-as, por exigirem do Estado segurança para trabalhar e transitar na rua sem risco de sofrer um assalto ou um latrocínio, de "conservadores extremistas", "egoístas", "opressores" e outras histórias, e isto porque, normalmente, este é o discurso justamente daqueles que a esquerda, em tese, defenderia: os proletários, que muitas vezes, como bem lembrado pelo minarquista uspiano em outro texto seu, sentem ainda mais medo da violência do que a elite, visto que vivem nos lugares onde a violência se forma, se solidifica e, muitas vezes, se impõe como alternativa à ineficiência estatal. Ao replicar, então, ao esotérico Leonardo Sakamoto, colunista de extremíssima esquerda da UOL,  Flávio pergunta, com a sempre refinada ironia morgensterniana:

"Dear Sakamoto, deixa eu te explicar uma coisa: sou um falido, moro na periferia, nunca tive carro (nem minha família), não tenho nem CNH, estudo na PQP e volto de noite pra casa na frente de um matagal. É você, que dá aula na PUC, ou sou eu que tem medo da criminalidade? Entendeu a parada agora, longe do discursinho de “classes sociais”? Quem é mais assaltado e preocupado com segurança: quem mora no Capão Redondo ou no Morumbi? I rest my case."

Enfim, réplicas geniais à parte, ainda me faltou, entretanto, abordar muitas outras partes dessa cruzada epistemológica dos esquerdistas contra a dignidade humana. Não o fiz, lógico, pois só abordei a parte que era pertinente ao tema Pena de Morte. Acontece, porém, que, quando o assunto é humor, e, principalmente, DISCURSOS (com os quais a esquerda tem uma relação de amor e ódio, a depender do grau de esquerdismo que expressam), existe também um projeto de poder esquerdista que envolve a tirada de direitos do cidadão comum e de seus inimigos políticos. Neste caso, forçam-nos a aceitar duas premissas desta vez extremamente bizarras do ponto de vista científico:

P3: Tudo no mundo é subjetivo e, portanto, ideológico.
P4: Sendo todo discurso ideológico, todos são passíveis de crítica e censura

Ou seja, amigos, vejam a situação: Colocam uma premissa que, de início, é pura petição de princípio- sim, pois é necessário provar que tudo é subjetivo, caso a esquerdalha tenha se esquecido -e, pior ainda, na mesma premissa, tiram uma conclusão que não segue dela e, com isso, legitimam a premissa seguinte (P4).

Um exame lógico, entretanto, é capaz de mostrar a barca furada em que se entra ao se aceitar qualquer dessas premissas. Antes de tudo, é necessário saber que um pensamento comum a quase todas as pessoas que aceitam este tipo de premissa (os "cientistas" humanos) é que a área de humanidades, apesar de seu péssimo domínio de conceitos como falseabilidade e exame baseado em variáveis, é indiscutivelmente científica. Curiosamente, ao falarem que tudo no mundo é subjetivo, o que fazem é exatamente negar o estatuto da ciência como valor em si, já que esta deve procurar, ao máximo, a objetividade, especialmente ao ter, como disposição natural, a discussão de ideias independente de qual ou quais sejam as filiações políticas e (oh!) ideológicas dos cientistas que as propõem.

O detalhe é que o que esse tipo de mentalidade nega é um sentido ao mundo, pois, se tudo é subjetivo, nada faz sentido por si mesmo e, portanto, pode ser desconstruído e destruído à vontade. O problema com isso, caro amigo esquerdalha e relativista de esquina, é que, além de não haver como provar empiricamente que o mundo não faz, de fato, sentido algum, é humanamente impossível formar uma sociedade que prospere em tempos de pujança e que se mantenha minimamente sã em tempos de graves crises sem que se tenha ao menos uma ilusão ou uma convicção, por menor que seja, de que algo faz sentido.

Não quero discutir, porém, o relativismo dessas pessoas como um todo, mas apenas uma de suas consequências mais óbvias. Voltando, então, ao pertinente ao texto, fora o fato de não se poder provar que absolutamente tudo no mundo seja subjetividade, é menos provável ainda que toda subjetividade seja fruto de pensamento ideológico, pois aí estaríamos negando que um pensamento também pode ter razões puramente éticas, puramente culturais, puramente sociais, puramente políticas ou mesmo puramente filosóficas.

Um analista do discurso, espertamente, poderia objetar que "ideologia, na verdade, é um conjunto de valores políticos, sociais, éticos e culturais que regem a sociedade". O problema, no entanto, é que essa definição, além de inverter categorias (pois o político, por exemplo, é bem mais geral que o ideológico), é genérica e, por isso, poderia ser aplicada, na verdade, a muitos outros termos filosóficos, aliás, com muito mais coerência. Eu poderia dizer, por exemplo, que política, na verdade, é um conjunto de valores ideológicos, sociais, éticos e culturais que regem determinada sociedade, ou mesmo que ética é, na verdade,  um apanhado de valores ideológicos, sociais, políticos e culturais que guiam uma comunidade. Infelizmente, não sou tão reducionista (pois nem toda política é ideológica, até que se prove o contrário) e aprendi, já no primeiro ano de curso, que dois signos que significam a mesma coisa não tem razão de existir ao mesmo tempo, dada sua inutilidade total.

Pelo visto, quem nunca aprende isso, diga-se de passagem, é a esquerda, pois, se formos encarar a premissa 3 como a igualação dos termos "subjetividade" e "ideologia", veremos exatamente que são duas palavras expressando a mesmíssima ideia. Ferdinand de Saussure revira-se no túmulo.

Metafísica da Indignidade - O império contra-ataca

Isto tudo, contudo, é apenas a ponta do iceberg, pois o real perigo está, justamente, na premissa 4. Ao tomarem seu esoterismo como princípio sem se atentar para as reais nuances de significado da palavra "ideologia", o que a esquerda pretende, na verdade, é legitimar o seu próprio discurso, posto que o jogo, então, passará a ser ditado pelas premissas materialistas dialéticas. Afinal, se tudo é subjetivo e tudo é ideológico, tudo pode ser usado como instrumento de "opressão capitalista" (o que inclui o discurso da própria esquerda, que isto, convenientemente, oculta), logo qualquer coisa antiesquerda que ganhe proeminência nos meios intelectuais e midiáticos deve, imediatamente, ser censurada em favor da classe trabalhadora, aquela mesma para a qual este tipo de intelectualoide manda uma banana ao considerar seu discurso sobre a Pena de Morte "indigno".

Com isto, não é muito difícil que o leitor some 2 + 2 e perceba que, sendo o discurso humorístico um tipo de discurso, e sendo um discurso que, na maior parte das vezes, não está em nada comprometido com a melhora do mundo, mas sim com a crítica a condutas individuais - o que, para o progressista, é inadmissível, apesar de ser esse o valor básico em que se assenta QUALQUER sociedade - ou mesmo com gerar risada em cima das características que determinada sociedade tome como exótica ou mesmo como repreensível. Assim sendo, uma piada sobre negros, por exemplo, é  automaticamente prova incontestável de um racismo empedernido, uma anedota sobre loiras é prova de machismo, uma com um estereótipo de homossexualidade é prova de homofobia, e assim por diante. É mais do que hora, então, de voltar a falar sobre a lei, ou melhor, sobre sua deturpação.

In dubia contra reo (Na dúvida, contra o réu)

Nas duas vezes em que postei algo sobre a renúncia do Papa, fiz questão de deixar claro que, mesmo que alguém seja de fato culpado de um crime ou de acobertar um crime, não se deve nem se pode acusá-lo sem provas, pois isto fere um dos princípios mais básicos em que se assenta o direito democrático brasileiro, que é o de, em caso de dúvida, tomar a decisão que mais favoreça ao réu, princípio este que pode ser representado pela citação latina in dubia pro reo (Na dúvida, a favor do réu).

Entretanto, ao tomar como prova incontestável de racismo (e pior, sequer dar a Gentili ou a qualquer outro o direito à defesa) qualquer piada sobre negros e não fazer automaticamente o mesmo com alguma eventual piada sobre brancos, o que o intelectual progressista anti-Gentili e anti-humor faz, fora demonstrar toda a sua hipocrisia, é ferir este princípio básico e criar, na verdade, um novo princípio: In dubia contra reo (Na dúvida, contra o réu), especialmente se o réu em questão não fizer os maiores louvores possíveis a absolutamente toda ideia de esquerda.

O detalhe é que há, ainda, outras duas premissas barbarescas que os  apologistas da censura ao humor preferem ocultar:

P5: Um discurso que pode levar, mesmo indiretamente, à violência deve ser imediatamente censurado.
Última Premissa - P6: Todo discurso contra as minorias deve ser cerceado justamente por seu alvo serem as minorias, que não têm como se defender.

Ora, meus amigos, se isto não é preconceito explícito, o que mais é? Afinal, como nos exemplos que citei, não teria uma mulher a plena capacidade intelecto-cognitiva de também fazer piadas com os estereótipos tipo do homem? O negro com os do branco? O gay com os do hétero? O ateu ou o religioso minoritário com os do religioso majoritário? Será muito pedir a nossos intelectuais um mínimo de esforço intelectual (!!) para reconhecerem que, além de um membro de minoria não ser um bom selvagem, ele (ou ela) é também um indivíduo que, portanto, tem exatamente a mesma capacidade dos outros - a não ser quando tenha alguma deficiência mental, mas este pode ser defendido por amigos ou por associações específicas - de fazer piadas e revidar ofensas?

Diriam alguns que, se formos seguir esta linha de pensamento, legitimaríamos a existência do nazismo, visto que é "apenas um discurso", apesar de diretamente violento. O detalhe é que é justamente o "diretamente" que faz a diferença, e que serve para refutar a quinta premissa. Dando apenas um exemplo que militantes progressistas adoram, caro esquerdista, aprenda de uma vez: Nazistas não são considerados "homofóbicos" porque não gostavam de gays ou porque se opunham à legalização do casamento gay, ou ainda porque faziam piadas com gays, ou mesmo por considerarem (se é que era esse o argumento) a homossexualidade como pecaminosa. O nazismo é homofóbico porque, em sua raiz, propõe a exclusão social e a eliminação física de todos aqueles que sejam homossexuais ou que sequer pareçam ter essa orientação sexual, o que não acontece com o discurso católico-cristão (o mesmo é válido para os discursos protestantes), conservador ou mesmo do humor, pois os dois primeiros tomam como essencial a dignidade humana e o terceiro tem, a priori, simplesmente o objetivo de causar o riso.

O fato é que, independente do que a esquerda diga, não se mata ou agride alguém pelo que um discurso expressa, mas sim por como se entende esse discurso. Se uma pessoa, então, resolve agredir um negro, um homossexual, uma mulher ou qualquer outra minoria por um discurso religioso que tenha ouvido, o problema não está, necessariamente, no discurso, pois, para afirmar isso, teria de se examinar este discurso com atenção para confirmar esta hipótese. O problema está em alguém que ou sofre de delírio de interpretação, ou não dá qualquer valor à dignidade humana. Hora de entender de uma vez: Dizer, por exemplo, "a homossexualidade é pecado", até que se prove o contrário, significa apenas que, para certa doutrina, quando um homossexual morrer, se não se arrepender, irá para o inferno, não que se deva adiantar a morte do mesmo ou mesmo que se deva tratá-lo indignamente.

Qualquer entendimento diferente disso dependerá apenas da interpretação do receptor, ou dos valores que ele, receptor, tem. Ao emissor, cabe apenas clarificar ao máximo sua mensagem, o que de fato ocorre, a não ser em um plano: o do humor, que na maioria das vezes depende justamente de ruídos comunicativos. E é por isso que a esquerda não gosta de qualquer humor que lhe fira: Porque sabe que, de fato, discurso que não é explicitamente nem diretamente violento não faz nada contra ninguém, quem faz são as pessoas que dão a esses discursos interpretações baseadas no que elas pensam ser a melhor interpretação. Culpar, então, discursos, especialmente os que têm como intenção principal apenas causar o risco, pelo crime de um indivíduo que é, em primeira instância, quem escolhe o que fará e o que não fará, é, além de afirmar peremptoriamente que in dubia contra reo, uma condição essencial para apenas uma coisa: Manter as pessoas em um nível exorbitante de infantilidade política e torná-las cada vez mais dependentes do Estado, que, com todo o poder a seu dispor, poderá passar ao totalitarismo ao controlar até mesmo o que seus cidadãos pensam e falam, em um esquema que faria até mesmo o Leviatã hobbesiano parecer um governo libertário.

Por fim, como posto no subtítulo da defesa morgensterniana a Danilo Gentili: "Danilo Gentili se tornou alvo da patrulha graças a uma piada. Não se junte à patrulha: hoje foi o Gentili. Amanhã poderá ser você."

Sobre o autor: Octavius é graduando em Letras e percorre, sem hesitação, a trilha da Filosofia. Não gostava de Danilo Gentili até perceber a burrice de seus opositores. Apoiaria censura apenas se fosse, como diria Lobão, um intelectual "chico-buárquico" e uma parte do "coletivo unido que jamais será indivíduo".

7 comentários:

  1. Eu não sou uma especialista em Marx porem percebi que você cometeu uns erros absurdos com relação a teoria marxista então vou ver se consigo deixar uns pontos um pouco mais claros.

    MATERIALISMO HISTÓRICO DIALÉTICO: Maneira de analise social baseada em 3 frentes, a materialista ou seja que o caráter fundamental do suprimento das necessidades humanas é o que torna a sociedade codificável, ou seja a economia e a organização social se dão pelo suprimento dessa necessidade. Histórica, parte do principio de decodificação da sociedade através do estudo das sociedades anteriores em todas as suas etapas. Dialético, ideia de que o mundo é decodificável através dos movimentos de oposição caraterizado tanto pelas necessidades materiais, tanto pelos acontecimentos históricos.

    Sobre o item 1: A sociedade na verde se divide em várias oposições, opressor e oprimido é uma deles, sendo na verdade em ultima instância um resultado da soma de várias outras.

    Sobre o item 2: Acho que já respondi, elas são um resultado de outras oposições, portanto variável de acordo com essas.

    Sobre a citação do meu companheiro de universidade: Maqueporraéessa? Como disse nas 2 anteriores opressores e oprimidos são um resultado e não a fonte, a fonte são as contradições básicas da materialidade, ou seja ele menospreza todas as condições histórico, politico e econômica na qual essa dicotomia entre opressor e oprimido é válida, ou seja o exemplo do motoboy é inútil.

    Sobre o ponto 3: Na verdade isso dai não tá errado mais só incompleto, a subjetividade se dá pela relação daquelas contradições básicas, ou seja se tem uma base solida para argumentar isso não sendo uma afirmação simples e descontextualizada.

    Sobre o ponto 4: São passiveis de critica. A ideia de censura para o marxismo tem uma relação dualística com a liberdade e portanto se encontra em outro patamar de discussão anterior ao falado por você.

    Sobre os pontos 5 e 6: Esses argumentos não tem origem marxista portanto não tenho como responde-los sobre a ótica que estou tentando usar.

    P.S. Essa não é a minha opinião sobre o assunto, coloque a crtica como uma tentativa de esclarecer alguns pontos do quais vc não parece ter ideia sobre teoria marxista. Provavelmente devo ter dito uma o outra besteira pois não sou especialista em teoria marxista.

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    1. Antonio,

      Vamos analisar, pari passu (passo a passo), o peso das palavras que você usou, ok?

      Primeiro, eu conheço perfeitamente a teoria do materialismo histórico e a do materialismo dialético. Eu sei que um (o histórico) consiste em que são as condições econômicas que definem o rumo da cultura, da política, da sociedade e, por conseguinte, da histórica, enquanto o outro é a extensão sociopolítica do materialismo histórico, visto que são as condições econômicas que definem qual classe é a opressora e qual classe é a oprimida.

      O detalhe é que, caso você não saiba, se uma coisa é o resultado da soma de várias outras, ela necessariamente é MAIOR do que todas essas outras e, portanto, mais geral, assim como, em Biologia, um reino é bem maior e bem mais geral do que um Filo, por exemplo, e assim por diante. E além de "opressor" e "oprimido" não fugirem disto, essas categorias entram como resultantes de TODOS os fatores: históricos, sociais, culturais e econômicos.

      Isto significa, na prática, que, para EXISTIREM, essas categorias independem de um contexto histórico específico, posto que são transtemporais, ou seja, existiram em todos os tempos. O problema é que, assim como a existência de classes, isto é mais uma "petitio principii" (petição de princípio), já que Marx toma isto como premissa provada, e não como algo a ser provado, o que faz com que quase qualquer crítica a esta ideia seja válida, incluindo a do motoboy.

      O problema, Antonio, é que oprimir varia, sim, de contexto para contexto, e isso você pode provar com os exemplos que eu dei. Marx e sua caterva, porém, não admitem isso: Para eles, a "zelite" nunca pode ser oprimida, nem mesmo pela própria "zelite". Eles se esquecem de que "classes" são formadas por INDIVÍDUOS, e, portanto, que é quase impossível todos concordarem sempre e terem, também sempre, os mesmos interesses em todas as ocasiões.

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  2. Enfim, depois desta breve explicação, vamos à réplica:

    Sobre a PREMISSA 1: Todas essas oposições, no fim das contas, dão em "opressor e oprimido", pois esta é a categoria mais geral para qualquer tipo de oposição. Fora isso, desde quando a dialética foi absolutamente comprovada mesmo? E desde quando ciências podem ser viciadas em premissas não comprovadas e dadas como provadas?

    Sobre a premissa 2: Segundo o marxismo, elas são invariáveis, o que muda é apenas o nome. Ou você acha mesmo que, em algum momento, o faraó teria menos dinheiro do que a massa dos servos, ou que a burguesia teria menos dinheiro do que os proletários? Tudo no marxismo leva a dinheiro, meu amigo. Mudança de nome não significa que algo dependa de contexto, significa que o contexto fez esse algo mudar de nome.

    Sobre a premissa (lembro de novo, PREMISSA) 3: Avise isso aos professores do curso de Letras, pois o desconstrucionismo e o subjetivismo ali estão grandes. Aliás, avise isso a quase qualquer professor de curso de Humanas. Avise que ele tem de PROVAR isso primeiro também, rs

    Sobre a premissa 4: O Marxismo, por mais que não diretamente, é INDISSOCIÁVEL da ideia de censura, pois uma sociedade com liberdade poderia, justamente, FUGIR do Marxismo e comprometer essa estrutura social, causando seu colapso por dentro, assim como ocorre com a sociedade atual. A diferença é que direitistas e católicos dão valor à liberdade e preferem refutar a calar. Com Marx, o papo é bem outro, e é só ler o "Manifesto Comunista" para perceber isso.

    Sobre os pontos 5 e 6: Não tem mesmo, tem origem no marxismo cultural e heterodoxo que chamamos de progressismo. Por isso, Antonio, é que usei ESQUERDA em quase todos os meus posts. Ou vai me dizer que a grande massa dos intelectuais de esquerda é marxista ortodoxo (eu sei que não é, já adianto)?

    PS: Percebe-se que você não é especialista em teoria marxista (assim como eu não sou). Se fosse, seria desonesto, pois para sustentar aquilo sendo especialista é necessário um estômago que nem eu nem você temos. Você ainda tem recuperação, Antonio, esse é o detalhe, rs

    PS2: Cara, deve ser muito legal comentar os aspectos secundários do meu texto (apesar de, neste caso específico, eles serem fundamentais para a construção dele). O que pensa sobre o caso Gentili e sobre como devemos tratar o humor e a dignidade humana afinal, Antonio?

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  3. Acho que o Gentili (Que acho engraçado ainda porem, um idiota politico que não tem a minima ideia do que é um estado) sofreu do pior problema que um humorista pode sofrer, piada ruim. Humor é preconceituoso? SIM É. E para você tá rindo alguém tem que ta se fudendo. Eu ficaria mais tranquilo contra a perseguição a ele, pois o processo que ele esta sofrendo é por uso indevido de imagem, ou seja não é um assunto politico.

    Nossa sua resposta foi boa sério, porem porque vc não deu essa argumentação logo de cara.

    O Materialismo é histórico e dialético, ou seja a analise mais correta é a conjunta e não separada!

    O caso do motoboy é invalido pois ele não trata das inúmeras condições no qual o ato social se dá, ele (Que escreveu o texto) trabalha os fatos isolados, cara ninguém faz isso em humanas a mais de 100 anos, ou seja é uma simplificação sem critérios.

    A parte do opressor e oprimido é complicado, Marx não partiu a sua analise com a ideia de que existe tal coisa, ele ao estudar todos os meios de produção existentes até aquele momento chegou a essa conclusão e nos apresentou essa conclusão, não tenho tempo aqui para analisar mais profundamente, a questão é que com o passar do tempo ele tomou isso como fato, o que enfraquece uma parte do discurso dele.

    O processo de Opressão só é possível de existir através de uma ação em grupo, um cara sozinho não consegue oprimir um grupo. Exemplo Hitler para oprimir os judeus necessitava da ajuda de um grupo que o apoiava nessa questão. Entende. Vc precisa de uma série de fatores e de condições para que isso aconteça não é uma coisa solta ao leu.

    O dois tá meio certo meio errado, sim o materialismo originalmente é incrivelmente economista e era assim até os anos 60 quando os Ingleses retiraram esse peso absurdo da economia, vide Thompson.

    O três é besteria, não existe prova em ciência humana pois não é possível separar as variantes de maneira controlada para analise, por tanto nos usamos variações desse método (O Materialismo Histórico Dialético, por exemplo é ótimo para sociologia e historia urbana por exemplo.)

    Bem ai lei "O Capital" a ideia dele de censura mudou, alem disso a DIREITA e os CATÓLICOS sempre usaram de censura, a lista é interminável, desde a Inglaterra liberal (Que proibia qualquer tipo de manifestação em suas colônias). O Chile do Pinochet (Que substituiu um regime SOCIALISTA que primava pela liberdade de expressão e manifestação), só dois de inúmeros exemplos. Infelizmente a questão da censura se mostrou um artifício de ambos os lados.

    VAI LER ESCOLA DE FRANKFURT e entenda que o "Marxismo Cultural" é uma resposta as criticas de "Anticulturalismo" feitas ao marxismo ortodoxo, ou seja uma tentativa de embarcar conceitos marxista para o estudo da cultura e não uma teoria da conspiração de destruição cultural, alem disso se você tive lido Thompson uma vez na vida (Que era de uma outra corrente) teria visto que a cultura é modificada um zilhão de vezes e que o capitalismo para ser instalado quebrou uma série de preceitos que para eles era incomodo. TAQUEPARIU. E não a maioria (Ainda bem) não é ortodoxa, pois se tem umas campos bem legais tipo "Esquerda Nova" que acho teoricamente super bem abarcada.

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  4. Antonio,

    Como assim o caso Gentili NÃO É POLÍTICO, meu véi? Estamos tratando de censura prévia porque ele, segundo a visão de certas pessoas, "foi preconceituoso". Eu mesmo vejo ainda dezenas de pessoas comentando que ele deveria ser banido da televisão por isso, e estou certo de que você tem a perfeita noção do que isso significa. Como eu disse: A mulher pode processá-lo à vontade. O problema não é o processo, é a perseguição.

    "Nossa sua resposta foi boa sério, porem porque vc não deu essa argumentação logo de cara."

    Porque ficaria ainda mais longo o post, e porque minha mão tem suas limitações.

    "O Materialismo é histórico e dialético, ou seja a analise mais correta é a conjunta e não separada!"

    Eu analisei simultaneamente, pois o materialismo dialético PRESSUPÕE o materialismo histórico.

    "O caso do motoboy é invalido pois ele não trata das inúmeras condições no qual o ato social se dá, ele (Que escreveu o texto) trabalha os fatos isolados, cara ninguém faz isso em humanas a mais de 100 anos, ou seja é uma simplificação sem critérios."

    E isso é um erro. Generalizar demais, ou, melhor dizendo, querer explicar toda uma sociedade por apenas UM aspecto, especialmente quando esse aspecto desconsidera o INDIVÍDUO, é falho e simplista.

    "A parte do opressor e oprimido é complicado, Marx não partiu a sua analise com a ideia de que existe tal coisa,[...]a questão é que com o passar do tempo ele tomou isso como fato, o que enfraquece uma parte do discurso dele."

    Você se respondeu.

    "O processo de Opressão só é possível de existir através de uma ação em grupo, um cara sozinho não consegue oprimir um grupo."

    Mas consegue oprimir outro. Ponto.

    "Vc precisa de uma série de fatores e de condições para que isso aconteça não é uma coisa solta ao leu."

    Concordo. Analise meu exemplo sobre preconceito linguístico e verá que eu disse justamente isso. Aliás, analise QUALQUER dos meus exemplos e verá isso. A única coisa é que rejeito essa opressão apenas grupal, pois isso TAMBÉM é petição de princípio.

    "O dois tá meio certo meio errado, sim o materialismo originalmente é incrivelmente economista e era assim até os anos 60 quando os Ingleses retiraram esse peso absurdo da economia, vide Thompson."

    Será que retiraram mesmo?

    "O três é besteria, não existe prova em ciência humana pois não é possível separar as variantes de maneira controlada para analise, por tanto nos usamos variações desse método"

    Não existe prova porque Ciências Humanas não são científicas (a não ser, TALVEZ, a Linguística). Ponto.

    "Bem ai lei "O Capital" a ideia dele de censura mudou, alem disso a DIREITA e os CATÓLICOS sempre usaram de censura, a lista é interminável, desde a Inglaterra liberal (Que proibia qualquer tipo de manifestação em suas colônias)."

    Você não entendeu o que eu disse. O que disse é que a ESSÊNCIA do marxismo é a da censura, e a do progressismo, por ser um marxismo, também. A ESSÊNCIA da direita não é censória, rs

    "VAI LER ESCOLA DE FRANKFURT e entenda que o "Marxismo Cultural" é uma resposta as criticas de "Anticulturalismo" feitas ao marxismo ortodoxo, ou seja uma tentativa de embarcar conceitos marxista para o estudo da cultura e não uma teoria da conspiração de destruição cultural,"

    Gramsci curtiu sua argumentação.

    " a cultura é modificada um zilhão de vezes e que o capitalismo para ser instalado quebrou uma série de preceitos que para eles era incomodo."

    A diferença é: O Capitalismo nunca teve pretensões revolucionárias.

    ". E não a maioria (Ainda bem) não é ortodoxa, pois se tem umas campos bem legais tipo "Esquerda Nova" que acho teoricamente super bem abarcada."

    Sobre ser legal ou não, é projeção sua. O que sei é que esquerdismo, de qualquer forma, não é coisa de gente sensata, rs

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    1. Será que retiraram mesmo?

      Leia "Perry Anderson" "Eric Hobsbown" e "E.P. Thompson" e compare com o que o "Marx" e o "Engels" escreviam, vc vai ver uma preocupação muito maior com os aspectos socioculturais e bem menos economia no assunto.

      Agora entendo, vc tem uma visão de ciência da primeira metade do Século XIX! KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

      A ESSÊNCIA do Marxismo para min sempre foi o incomodo com as desigualdades sociais, vide "A Situação da Classe Trabalhadora na Inglaterra" do "Engels", em que alem de se ter um relato magnifico do Liberalismo Inglês da primeira metade do Século XIX, fica bem claro no decorrer do texto como a situação levou o então jovem Friedrich a virar quem virou.

      Cara não falo nada do Gramsci pois ainda não li o que o meu chara escreveu. Falo principalmente do que li (Adorno e Marcuse) foi essa a impressão que ficou em min.

      Sério que o Capitalismo nunca teve pretensão revolucionária? Olha acho que um monte de Frances do final do Século XVIII descordariam de você. A questão é que como vivemos em uma sociedade capitalista não percebemos isso.

      Sobre o ser legal falo no sentido de que se tem um método e uma produção de boa qualidade e sem hipocrisia, por isso falei isso.

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  5. "Leia "Perry Anderson" "Eric Hobsbown" e "E.P. Thompson" e compare com o que o "Marx" e o "Engels" escreviam, vc vai ver uma preocupação muito maior com os aspectos socioculturais e bem menos economia no assunto."

    Eles sequer são os autores mais citados no marxismo. Fora isso, Eric Hobsbawn não é filósofo.

    "Agora entendo, vc tem uma visão de ciência da primeira metade do Século XIX!"

    Sorry, falseabilidade rocks.

    "A ESSÊNCIA do Marxismo para min sempre foi o incomodo com as desigualdades sociais, vide "A Situação da Classe Trabalhadora na Inglaterra" do "Engels", em que alem de se ter um relato magnifico do Liberalismo Inglês da primeira metade do Século XIX, fica bem claro no decorrer do texto como a situação levou o então jovem Friedrich a virar quem virou."

    Vou nem zoar, vai que é doença:

    1 - Não existe essência do marxismo "para mim" (muito menos para "min", a não ser que esse seja algum teórico que você leu, rs)

    2 - A essência do Marxismo é ser revolucionário a todo custo. Ponto.

    "Cara não falo nada do Gramsci pois ainda não li o que o meu chara escreveu. Falo principalmente do que li (Adorno e Marcuse) foi essa a impressão que ficou em min."

    Estude mais e veja que há alguém que influencia bem mais do que esses dois.

    "Sério que o Capitalismo nunca teve pretensão revolucionária? Olha acho que um monte de Frances do final do Século XVIII descordariam de você. "

    Acho que não "descordariam", mas talvez "discordariam". E outra, brother, Revolução Francesa foi mais consolidação de uma realidade do que a mudança dela mesma, rs

    "A questão é que como vivemos em uma sociedade capitalista não percebemos isso."

    Vivemos é no petismo, isso sim, rs

    "Sobre o ser legal falo no sentido de que se tem um método e uma produção de boa qualidade e sem hipocrisia, por isso falei isso."

    O que seria uma produção "sem hipocrisia"? rs

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