6 de out de 2013

Anti-Psicologia do Prazer: Um ensaio acadêmico sobre a contemporaneidade

Introdução

Após alguns exames sobre a condição humana contemporânea - e não falo no sentido habitual, o de condição como sinônimo de "natureza", mas sim como algo deveras temporal -, consegui chegar a uma hipótese (o que, no fundo, nada quer dizer) interessante. Ao que parece, vivemos em um tempo durante o qual há se faz necessário praticar a Anti-Psicologia do Prazer. Que é isso? Vamos às explicações.

Prazer

Para uma correta exegese do conceito em jogo, o primeiro elemento que deve ser compreendido e compreensível é o conceito de prazer, que aqui uso como a sensação de gozo, de êxtase perante algo ou alguma coisa (deve ter sido FREUD, em 1980, que deu essa definição, né? Ou será que foi FOUCAULT em 1900? Ah, enfim...).

Há, lógico, outras definições, mas delas não lembrei ou simplesmente não quero usá-las. Se quiser achá-las, leitor, procure por si mesmo, pois não nasceu quadrado, e porque devem existir, pelo menos, umas 69 definições.

Psicologia e Anti-Psicologia

Indo, agora, ao lado nada prazeroso, tomo Psicologia como uma meia-farsa (e o "farsa" aqui não é um rotacismo) e como o estudo dito neutro - mas cada dia mais profundamente alinhado com as forças reacionárias e retrógradas que comandam a nação - da mente e da psiquê (acho que se grafa assim, ou pelo menos assim grafou ZaraNietzsche em seu texto de 1920) humanas. Já a Anti-Psicologia, esta sim uma farseira verdade, é a arte de tentar mostrar às mentes e psiquês como elas devem agir em prol de um objetivo maior - aquelas coisas do tipo "mundo melhor", "almoço grátis", "Lula" e outras virtuosidades.

Mas, de qualquer forma, ainda não respondi (e nem sei se vou responder, pois o leitor é perspicaz e está me entendendo tanto que poderá fazer as associações necessárias à compreensão do fenômeno) à pergunta principal: Afinal, qual a relação entre Anti-Psicologia e Prazer?

A Geração Ponto G

Deixo aqui, antes de tudo, a coisa bem às claras: A mitologia do prazer, apesar de apresentar uma visão de mundo retrógrada e preconceituosa, ainda se perpetua, principalmente, por causa do movimento contra  a Anti-Psicologia do Prazer por meio daquilo que eu chamo de "descomandos paraprazerais" (e aqui me inspiro no genial teórico Márcio Begno, do delicioso livro Como fazer: Preconceito Linguístico).

Hora, então, de explicar o que é tudo isso. A Anti-Psicologia do Prazer - que daqui em diante chamaremos de BXHTBN "porque eu quis" - consiste em tentar mostrar à psiquê popular o quão retrógrados são os atuais conceitos sobre Ética, Moral e até Ciência, passando, então, a pensar tudo em termos de Prazer x Não-Prazer, o que educadores preocupados com as reais necessidades da população já comprovaram ser bem mais eficaz que a religiosidade reacionária e fascista das elites.

Porém, justamente quando, finalmente, começamos a subverter a mitologia do prazer, fazendo as pessoas deixarem de ser contra o Aborto por não mais pensarem que isso atenta contra a vida humana e aceitarem a banalização do sexo porque "quem cuida do meu nariz sou eu", e destronar a pseudo-liberdade burguesa que não permite que todas as drogas, apesar de estas causaram problemas de saúde ainda piores do que o cigarro (que não pode, porque é um símbolo do fascismo e do conservadorismo), vêm dois ou três jornalistecos fascistas e retrógrados (os "descomandos paraprazerais") e começam a nos difamar dizendo que estamos pervertendo, com a ajuda da mídia, a ordem. Ora, mas como, se temos apenas 99% da mídia ao nosso lado?

É por isso, então, que a ação da BXHTBN é essencial. É hora de acabar com a mitologia do prazer e seu conservadorismo fascista, reacionário e retrógrado!

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BEGNO, Márcio. Como fazer: Preconceito Linguístico. Editora Escreva: Acre, 1986
FOUCAULT, Misheu. A mitologia do prazer. Trad. de Octávio Henrique. Mercado dos Números: Bolívia, 1900.
FREUD, Segueomundo. Interpretação do 69. Trad. de Tio da Cantina. Mautempo: Rua Augusta, 1980.
ZARANIETZSCHE, Fred. Assim Grafava Zara, mula!. Trad. de Leôncio do Picapau. Martin Escuret: Morro da Babilônia num barracão sem número, 1920.



Este trabalho foi submetido ao crivo crítico de nossos mais renomados especialistas. Observem como eles reagiram:














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