31 de jul de 2012

Imprensa: Golpista ou Governista?


A imprensa, também chamada por alguns de mídia, vem se mostrando como um dos organismos mais essenciais para a manutenção e consolidação de regimes democráticos,  sendo a Liberdade de Imprensa um bom indicador para se conhecer o quão democrático e tolerante é um governo (ou até mesmo um povo) ante todos os tipos de ideias.
Porém, desde as polêmicas declarações do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, em que o mesmo rotulou a mídia brasileira como golpista, ampliou-se o embate entre duas correntes antagônicas. De um lado, aqueles que concordam com as afirmações de Lula, tomando como alicerce para sua crença o fato de que, na ocasião do Golpe Militar de 1964, grande parte da imprensa apoiou os militares por creem que o país estaria ameaçado nas mãos do então presidente João Goulart; de outro,  há os que afirmam que a imprensa seria na verdade governista, baseados no fato de haver jornalistas e blogueiros pró-governo por todos os cantos, chegando inclusive a acusar aqueles (blogueiros) de terem sido comprados por este (governo) a fim de rebater as críticas de e de boicotar a oposição.
Mesmo com ambos os lados tendo bons argumentos para acreditar no golpismo ou governismo dos meios midiáticos, universalizar e unificar um rótulo para um órgão tão plural mostra-se reducionista e falacioso em excesso. Há, é claro, aqueles que se vendem tanto para a oposição quanto para o governo, mas também existem profissionais da mídia os quais defendem espontaneamente um dos lados e outros que lutam de maneira apartidária e isenta por um país melhor, utilizando-se muito bem, nos últimos dois casos, dos direitos de Liberdade de Expressão e de Imprensa.
Portanto, mostra-se óbvio o fato de que a extensão de um rótulo de golpista ou governista a toda a imprensa é algo exagerado e excessivamente simplista. Mesmo com setores e pessoas que se vendem a um ou outro lado da moeda, é sempre instrumental ANALISAR cuidadosamente os órgãos e os indivíduos neles atuantes, a fim de não cometer erros crassos ou generalizações gravemente injustas.

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