11 de mai de 2012

O meio cidadão

Bom, pessoal, o assunto sobre o qual falarei neste postagem foi discutido há pouco tempo: trânsito. Antes, falara de violência no trânsito. Agora, o tema é educação no trânsito. Parti de uma proposta de redação que perguntava se ser educado no trânsito era exercício de poder ou de cidadania. Minha resposta? É só acompanhar. Boa leitura.

Cidadania 0.5
 
 É vergonhoso perceber que, em uma das maiores economias do mundo, há uma educação que não consegue conscientizar e educar pessoas para lidar com o trânsito. O país que possui a cidade mais solidária do planeta (Rio de Janeiro, segundo pesquisa da UNESCO) tem, em contrapartida, um dos mais violentos trânsitos do globo.
No entanto, a questão problemática não se resume apenas à educação. O povo brasileiro, tão solidário e cortês para com os turistas e imigrantes que vem para o país, muitas vezes sofre com a falta do exercício da cidadania por seus compatriotas no trânsito. O trabalhador , mesmo estando cansado ou estressado, não poderia se tornar mas acaba se transformando em um ser hedonista quando em um congestionamento ou quando leva uma multa, por exemplo. O problema é que, além disso, surgem também atos de intolerância. Buzinas, agressões físicas e verbais tornam-se armas para a instauração do caos nas ruas de grandes metrópoles como as cidades de São Paulo e Belo Horizonte. Há também o caso de cidades menores - as paulistas Araçatuba e Catanduva, por instância- que registram um número expressivo de acidentes por mês, letais ou não. A razão para isso torna-se aparente ao se considerar também o descumprimento da lei tanto por parte de pedestres quanto de motoristas, pois enquanto estes têm sua culpa por ultrapassarem o limite de velocidade permitido e não parar em sinais vermelhos,  aqueles são culpados de atravessar a rua fora da faixa ou quando o sinal fica verde, o que põe suas vidas em risco.
Concluindo, a problemática do trânsito não será resolvida somente com leis e decretos governamentais. É fundamental também a conscientização de que a educação no trânsito não é exercício de poder e sim de cidadania. Enquanto perdurar a falácia da educação no trânsito como uma "arma", a nação continuará sofrendo com os efeitos de uma pseudocidadania (ou Cidadania 0.5), ficando assim estagnada quando o assunto é civilidade.

Bom, eu já fiz isso no Facebook, mas peço-lhes desculpas caso o texto não tenha ficado muito agradável. O caso é que tinha feito duas postagens horríveis sobre outros temas e quando percebi tive de jogá-las fora. Acreditem, essa era a melhorzinha das três. Enfim, agradeço pela atenção que vêm dando ao meu blog e prometo trazer-lhes textos bem melhores.

Um comentário:

  1. Concordo plenamente com você Octávio,melhorar o trânsito no Brasil não é só fazendo leis mais pesadas,e sim uma educação melhor de trânsito e cidadania...E na minha opinião,o texto está ótimo.
    C:

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