21 de mai de 2012

Ética ao Brasileiro

Bom, meus caros leitores, volto a postar. Dessa vez, o tema parece ser bem simples, mas não o é. Tendo isso em mente, e também sabendo que o meu texto obviamente é insuficiente para esgotar o assunto, gostaria que deixassem em seus comentários uma resposta à questão:  Quais são os efeitos da covardia e da coragem éticas para a sociedade? Enfim, aqui vai o texto. (créditos pelo tema: Banco de Redações UOL). Eu repito: o texto é mero estopim para começar a discussão, mas se quiserem comentar sobre seus aspectos formais e argumentativos, recebê-los-ei com prazer

Ética ao Brasileiro

Um valor  tido universalmente como um dos pilares da ética é a coragem. Não se trata, entretanto, da coragem de guerreiros e lutadores, mas sim daquela que leva o indivíduo a assumir seus erros e pagar por eles de maneira adequada. Há, por outro lado, o eticamente covarde, ou seja, aquele que não assume suas responsabilidades e algumas vezes ainda a joga para outros.
Por mais que alguns procurem negar, coragem e covardia éticas têm sim muitos efeitos sobre a sociedade. Analisando, por instância, a sociedade brasileira, é possível afirmar que as demonstrações de desonestidade e covardia ética na política fizeram com que o povo passasse a descrer dos próprios políticos e do semelhante e da capacidade de mudar a realidade social por meio da política.
Por outro lado, exemplos como o da personagem Griselda Pereira da novela “Fina Estampa”, uma mulher reconhecidamente ética e um paradigma de idoneidade, causam nos cidadãos não só admiração e respeito, mas também reflexões sobre o modo de pensar a vida e de julgar os outros indivíduos.
Portanto, são indubitáveis os efeitos da covardia e da coragem ética sobre a sociedade. Não é possível, porém, afirmar qual delas está se sobressaindo pois, se por um lado há o exemplo antiético dos políticos brasileiro, por outra há uma boa demonstração de ética na vida e no trabalho pela personagem Griselda. Tentar achar um vencedor nesse antagonismo, aliás, seria reductio ad absurdum, ou seja, transformar-se-ia em um reducionismo que atrapalharia a análise apropriada da questão.


No próximo capítulo, virá um post que talvez os surpreenda muito, mas não pelo tema escolhido.

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