21 de mar de 2012

Pé na tabua sempre...

Bom, pessoal, esta é a tão aguardada postagem do dia 21. Desta vez, verso sobre a questão do trânsito no Brasil, respondendo a uma proposta de Redação do site UOL. A pergunta apresentada era: É possível reduzir a violência no trânsito?.
Bom, como ainda só vejo o lado pedestre da situação, gostaria das opiniões dos amigos que já tenham visto o lado do motorista também. Enfim, uma boa leitura a todos.


Pé na Tábua sempre, Fé em Deus quando necessário

Em uma cultura brasileira impaciente e intolerante em diversos aspectos, faz-se óbvia a existência de problemas como violência no trânsito. Porém, o caso brasileiro constitui-se como um dos mais graves do mundo globalizado. Com números alarmantes de acidentes com vítimas fatais ou não e da violência decorrente de tais incidentes (homicídios, por instância), o trânsito ascende em importância perante outras problemáticas nacionais.
Contudo, apenas culpar a legislação do trânsito por toda a violência que ocorre nele é, no mínimo, uma grande injustiça. Mesmo sendo a legislação parcialmente eficiente (afinal, a aplicação de multas, por exemplo, é excessiva e criteriosamente tênue para a maior parte das infrações), é instrumental ressaltar o comportamento do próprio brasileiro em relação ao trânsito.
Segundo o antropólogo Roberto DaMatta, em recente entrevista à revista Veja, o trânsito mostra como brasileiros e brasileiras odeiam situações em que estejam todos em igual situação/condição. O sinal vermelho, como exemplificou o estudioso, não distingue estratos sociais e punirá a qualquer um, o que provoca a ira e aumenta o stress de muitos motoristas.
Mesmo sem ler a obra resultante de tal estudo (a qual se chama “Fé em Deus e Pé na Tábua”), pode-se afirmar que as consequências dessa recusa à igualdade de condições são evidentes quando vemos as mais variadas transgressões às leis de trânsito e os subsequentes acidentes e suas implicações.
Sintetizando, a solução (ou pelo menos atenuação) da problemática da violência no trânsito não tem só algumas mudanças legislativas como etapa essencial. Faz-se necessário também propagar uma nova cultura a qual pregue paciência e tolerância como pilares básicos da sociedade, construindo assim um país com índices de violência no trânsito declinantes

2 comentários:

  1. Adorei esse post e concordo plenamente,a legislação e a educação no trânsito funcionam em conjunto,se as pessoas não tem educação no trânsito de nada vai adiantar uma legislação,e também concordo com o argumento de que todos não aceitam ser iguais no trânsito,existem muitas pessoas que se acham superiores a ciclistas,pedestres e aos próprios motoristas,se as pessoas não mudarem o modo de pensar e agir nada disso mudará...
    enfim é isso :P

    ResponderExcluir
  2. Pois é. É uma pena que só vi a entrevista do Roberto DaMatta, senão traria uns trechos para mostrar no fim do post ou nos comentários

    ResponderExcluir