31 de mar de 2012

31 de Março (Ano 2)

Companheiros e companheiras, nunca antes na história deste humilde blog eu imaginei que conseguiria chegar ao segundo ano de existência. Porém, aqui estou e, se quiserem sugerir temas de postagens ou quaisquer outras coisas, tem total liberdade, além do meu apoio.
Bom, vamos ver que perguntas/sugestões me esperam.

21 de mar de 2012

Pé na tabua sempre...

Bom, pessoal, esta é a tão aguardada postagem do dia 21. Desta vez, verso sobre a questão do trânsito no Brasil, respondendo a uma proposta de Redação do site UOL. A pergunta apresentada era: É possível reduzir a violência no trânsito?.
Bom, como ainda só vejo o lado pedestre da situação, gostaria das opiniões dos amigos que já tenham visto o lado do motorista também. Enfim, uma boa leitura a todos.


Pé na Tábua sempre, Fé em Deus quando necessário

Em uma cultura brasileira impaciente e intolerante em diversos aspectos, faz-se óbvia a existência de problemas como violência no trânsito. Porém, o caso brasileiro constitui-se como um dos mais graves do mundo globalizado. Com números alarmantes de acidentes com vítimas fatais ou não e da violência decorrente de tais incidentes (homicídios, por instância), o trânsito ascende em importância perante outras problemáticas nacionais.
Contudo, apenas culpar a legislação do trânsito por toda a violência que ocorre nele é, no mínimo, uma grande injustiça. Mesmo sendo a legislação parcialmente eficiente (afinal, a aplicação de multas, por exemplo, é excessiva e criteriosamente tênue para a maior parte das infrações), é instrumental ressaltar o comportamento do próprio brasileiro em relação ao trânsito.
Segundo o antropólogo Roberto DaMatta, em recente entrevista à revista Veja, o trânsito mostra como brasileiros e brasileiras odeiam situações em que estejam todos em igual situação/condição. O sinal vermelho, como exemplificou o estudioso, não distingue estratos sociais e punirá a qualquer um, o que provoca a ira e aumenta o stress de muitos motoristas.
Mesmo sem ler a obra resultante de tal estudo (a qual se chama “Fé em Deus e Pé na Tábua”), pode-se afirmar que as consequências dessa recusa à igualdade de condições são evidentes quando vemos as mais variadas transgressões às leis de trânsito e os subsequentes acidentes e suas implicações.
Sintetizando, a solução (ou pelo menos atenuação) da problemática da violência no trânsito não tem só algumas mudanças legislativas como etapa essencial. Faz-se necessário também propagar uma nova cultura a qual pregue paciência e tolerância como pilares básicos da sociedade, construindo assim um país com índices de violência no trânsito declinantes

11 de mar de 2012

O atual 'ópio' do povo

Bom, caros leitores, não achei título mais explicativo para o tema deste post. Aqui, debaterei sobre qual(is) é(são) o(s) atual(is) ópio(s) do povo brasileiro. Muitos dizem que os ópios nossos são futebol e carnaval. Eu discordo. Mas, se alguém concordar com a visão supracitada e/ou discordar de minha visão, debatamos democraticamente. Afinal, este texto, com certeza, não esgota o tema. Enfim, ótima leitura a todos.


Falácias Vitalícias

A sociedade brasileira das últimas décadas vem sofrendo várias mudanças. Um povo antes racista, religiosamente intolerante e homofóbico começa a perceber o quão benéficas são as misturas étnico-ideológicas. Ainda assim, tal desenvolvimento está aquém das capacidades nacionais, e faz emergir questões-chave: Por que o Brasil não consegue alcançar maiores evoluções? Qual será o atual ópio do povo brasileiro?
A resposta para tais questões faz-se bem mais óbvia do que aparenta. O ópio da nação é representado por falácias vitalícias. Graças a pregações argumentacionalmente tênues (entretanto, amplamente disseminadas), os cidadãos da pátria ‘tupiniquim’ continuam a pecar por inércia e omissão.
Uma dessas pregações é a do pacifismo sem limites. Órgãos de mentalidade regressista como igrejas e ONGs pregam o pacifismo a qualquer custo. Segundo eles, o brasileiro não deve se rebelar quando o país estiver em situação calamitosa. Ao invés disso, tais organismos parasitários incentivam a alienação sociopolítica e o conformismo.
Outra pregação é a de proteção da vida de modo geral, amplo e sem exceções. Tal propaganda pró-vida ilude brasileiros e brasileiras, levando-os a pensar, por exemplo, que uma mera descriminalização do Aborto é garantia de atentados contra a vida humana.
No entanto, não desejo o barbarismo. Ainda assim, faz-se fundamental lembrar que, em um país de poucas oportunidades como é o Brasil, as demagogias pró-‘vida’ e pró-alienação, por instância, não devem interferir com as liberdades asseguradas pela Constituição como interferem.
O grande problema com a desconstrução dessas falácias opiosas e asquerosas reside no cego vínculo popular com religiões e ONGs assistencialistas. O brasileiro deve primeiro compreender que a própria moral não é igual a aquela pertencente aos outros, e menos semelhantes ainda são as opções políticas e religiosas. Um cidadão cristão, por exemplo, não pode retirar a liberdade de mulheres teístas e ateístas de decidirem o destino de um feto que eventualmente carregarem, assim como um médico não pode negar atendimento a um paciente com viés político diferente daquele seguido pelo médico.
Mesmo assim, informar e educar somente não bastará. Faz-se essencial também a desarticulação dos grupos nefastos que pregam inércia diante da corrupção e proteção irrestrita da vida perante um cenário de forme, miséria e caos. Tal desarticulação, todavia, não deve ocorrer por meio de repressão e censura. É necessário um novo movimento realista nos meios midiáticos e literários o qual seja capaz de desafiar e vencer democraticamente todas as falácias vitalícias, acabando assim com o ópio do povo e liberando a nação brasileira das amarras de estagnação.

1 de mar de 2012

Profissionalismo: Mistificação ou Mistificação?

Bom, pessoal, hoje discorrerei um pouco sobre a questão do profissionalismo. Este texto será ainda menos aprofundado que os outros então, se virem qualquer problema ou discordarem de algum ponto, é só comentar. Enfim, boa leitura.


“No Brasil, nada se cria, nada se perde, tudo se deturpa”

A questão do profissionalismo, apesar de pouco valorizada, tem papel bastante relevante para a compreensão do panorama socioeconômico existente no Brasil. Mesmo com algumas raras exceções, o brasileiro é um cidadão notoriamente esforçado, trabalhador e honesto.
Entretanto, apenas esses bons atributos não foram e nem serão suficientes para um nível satisfatório de desenvolvimento nacional. O atributo em falta aparece na forma do profissionalismo. Aqueles que se destacam em qualquer segmento são rechaçados por colegas de emprego e “convidados” a um isolamento nefasto, transformando-se em motivo de pilhéria para os isoladores.
O exemplo mais barbaresco de tal fato mostra-se ao decorrer dos anos escolares. Os estudantes que acabam ganhando destaque e/ou notoriedade pelas vias do conhecimento são, além de rotulados como “nerds”, “CDFs” e tantos outros adjetivos, isolados do grupo por parte de pessoas que se portam de forma antiética e distorcem o grande ideal profissionalista, aniquilando profissionais potencialmente bons e impedindo o desenvolvimento mais ágil e seguro do país.
Em síntese, torna-se impossível pensar em crescimento nacional sem a aceitação ampla e geral dos profissionais, sem rotulá-los ou sacanizá-los. Não adianta esforço se o mesmo é aliado à falta de respeito e de ética para com os esforçados