11 de fev de 2012

Nada de "neo" no Neoliberalismo

Bom, pessoal, este post tratará de um tema sobre o qual, mesmo sem percebemos, acabamos debatendo com outros todo dia: A Interferência do Estado na Vida do Cidadão. Enfim, o texto falará por si só. Boa leitura.
Lembrando sempre que Neo significa novo.

O Paradoxo Neoliberal

Uma das coisas mais duramente criticadas pelos neoliberais capitalistas em qualquer governo, seja monárquico (como o da Inglaterra) ou republicano (como o da França), democrático (EUA) e especialmente no ditatorial (Cuba, por exemplo) é a tentativa de um Estado sempre tirânico e/ou mal intencionado de “cercear ainda mais direitos inalienáveis” de cidadãos honestos e ajuizados.
A reclamação seria justa. Seria. Afinal, os direitos aos quais esses demagogos de plantão se referem não são os nobres e democráticos como a liberdade de expressão e de imprensa e o sufrágio universal, mas sim supostas liberdades individuais as quais acabam trazendo mais prejuízos ao grupo como um todo do que benefícios.
Um exemplo claro dos direitos os quais os neoliberais querem assegurados é a liberdade individual de fumar. Em linhas gerais, segundo a velha guarda da política, todo cidadão poderia perfeitamente fumar em qualquer lugar da preferência do mesmo, seja o ambiente fechado ou aberto.
Quer dizer, nessa tentativa cretina e nefasta de assegurar a liberdade de uma minoria, os contratualistas da sala de jantar acabam por trazer prejuízo a incontáveis indivíduos, como aqueles que têm problemas respiratórios (como Asma e Bronquite).
Outro exemplo ocorreu há pouco tempo. O governo brasileiro, em uma tentativa válida de manter a saúde e até mesmo a integridade (em todos os sentidos) de boa parte da população esquematizou, em parceria com o Ministério da Saúde, um projeto de lei o qual abolia a venda indiscriminada de remédios para emagrecimento. A reação dos “benevolentes” neoliberais constituiu-se em uma série de acusações ao poder central, sendo a maioria delas falaciosas e/ou infundadas.
Entretanto, tais amadores provavelmente esqueceram-se da questão da coerência com o próprio sistema capitalista. Afinal, tal sistema prega a exploração de vários por poucos e quando, por exemplo, fumantes adquirem o direito de continuar fumando em lugares fechados, vários explorados em potencial acabam prejudicados. Algo que, em alguns anos, pode diminuir os lucros do capitalista ao aumentar os gastos com problemas de saúde dos trabalhadores, indo contra a própria lógica do “maior lucro X menor prejuízo” do Capitalismo.
Então, apesar dos protestos dessa velha guarda de sofistas, o Estado ainda tem e sempre deve ter o direito de intervir na vida de cada cidadão, desde que tal intervenção seja usada para o bem da nação e não para totalitarismos ou cerceamento de direitos democráticos legítimos.

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