1 de fev de 2012

Inutilia Truncat

É fato concreto que existem várias problemáticas sobre as quais se faz necessário refletir. No entanto, caro leitor, tu já deves estar ciente de que eu não desperdiçaria o teu tempo com reflexões sociopoliticamente infrutíferas ou sobre coisas inúteis. Ainda assim, farei uma concessão por meio deste texto bem mais interativo (e talvez até mais medíocre) do que os outros, propondo assim uma reflexão sobre as coisas mais inúteis criadas pela humanidade para os seres humanos: Os códigos morais religiosos.

Sobre a Mediocridade

Entretanto, amigo internauta, antes de ler toda a minha argumentação sobre tais códigos, reflita sobre ti mesmo. Pensa no parágrafo anterior. Aposto que passara a ti despercebida a minha autocrítica (sobre a mediocridade desta postagem). Pergunta-te antes de continuar lendo se este conglomerado de palavras é realmente tão banal. Será que a culpa não é de fato tua, leitor impaciente? Será que estás preparado para ler e até mesmo reler os argumentos deste blogueiro a fim de compreender o que quero transmitir?

Da Postagem

Eu não disse que esta postagem seria mais interativa?

A Retomada

Enfim, regressemos ao tema. Afinal, se na maioria dos casos é a moral religiosa o primeiro fator a impedir que prejudiquemos aos nossos semelhantes, por qual razão deveríamos descartar códigos morais de tamanha importância?
Eu explico. Muitas pessoas dizem que toda boa pergunta carrega consigo metade da resposta. E assim é, já que eu, um exímio questionador, consegui essa magnífica proeza, colega internauta pachola.

Os Porquês

Sim, a pergunta contém um dos porquês. Os indivíduos os quais são religiosos quase nunca se baseiam na ética do próprio país (ou pelo menos procuram conhecê-la), comumente representada pela Constituição Nacional, para decidir a conduta social que terá. Esses cidadãos preferem se guiar por “princípios morais” religiosos os quais são, em sua maioria, comodistas, hipócritas e incoerentes. Entre eles está a suposta humildade pregada por algumas religiões. Além de não passar qualquer ideal de justiça ou honra aos fiéis, esse princípio ridículo aspira a convencer os seres de suas supostas fraquezas e limitações perante seres transcendentais superiores.
Mesmo assim, prezado leitor precipitado, não condene aos que acreditam nessas falácias. Afinal (e aí está o outro porquê), é quase impossível não crer em “valores” os quais são incutidos nas mentes humanas praticamente desde o nascimento (creio que já ouviste falar do sacramento cristão denominado Batismo, o qual representa o início do elo permanente do infante com Deus)

Contudo

Contudo, prezado internauta (o qual não consegue mais suportar tão moroso texto, mesmo sabendo que tu és o receptor desta mensagem e, portanto, quem julgará a procedência desta argumentação), não digo para jogarmos tudo o que há nos códigos religiosos ao vento. Valores como fidelidade e lealdade não devem ser desprezados. Já a homofobia islâmica, a autoflagelação judaica e a proteção irracional da vida se baseada nos tênues argumentos cristãos podem e devem ser repensados (e subsequentemente descartados, é claro).

Síntese e Observação

Em síntese, caro leitor, faz-se essencial que a humanidade repense seus valores religiosos e comece a agir tendo como alicerce o concretismo das éticas constitucionalistas. Só com esta mudança de Ordem poderá haver Progresso.
OBSERVAÇÃO: Para todos que não entenderam a referência do título (pois é/então né, quem se importa com Literatura?), “Inutilia Truncat” era um lema árcade o qual pregava o descarte do rebuscado léxico barroco, por ser literariamente inútil. No caso do post, a inutilidade a que me refiro é evidente.

4 comentários:

  1. bem particular essa postagem mano haha, curti

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    1. Opa, vlw Paulin. Agradeço pela atenção a este blog.

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  2. Ateus parecem homens desesperados, atacando algo cegamente que prematuramente acham incorreto. Já lhe disse Octávio, atacando princípios morais, tão encrustados na sociedade, como o da religião cristã, não se faz justiça. Atacar, proporciona a reação de defesa por parte de quem está sendo atacado, e nada que você diga, vai despertar senso crítico ou consciência porque a pessoa estará focada na sua defesa.

    E uma sugestão, você, que se mostra tão sábio, tão certeiro dos erros cristãos, dos erros religiosos, mostre-nos então a solução para esse problema, mostre ainda que ser ateu é muito melhor do que ter uma religião, ai sim, você talvez conseguirá algo, além do sentimento de repulsa de grande parte das pessoas que começam a ler os seus textos e nem terminam.

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  3. Bom, cara Anna, agradeço pelas críticas, mas creio que cabem algumas clarificações.

    Primeiro, o ateu que ataca CEGAMENTE e PREMATURAMENTE não é ateu. Todos nós atacamos sim, mas baseados em nossas experiências anteriores ou em valores racionais. Atacar sem argumentos NÃO! Isso aí é coisa de gente que segue o velho e caquético SENSO COMUM.

    Segundo, justiça é um conceito, mesmo que fazendo parte da ética, um tanto quanto pluralista. Há várias percepções de justiça, assim como há várias formas de fazer justiça. E o que vou falar agora pode parecer non sequitur ou sofismático, mas não é. Os ateus têm todo o direito de atacar crenças cristãs e de outras religiões. Afinal, eles nos condenaram por milênios. Aristóteles, por exemplo, mesmo não sendo ateu, foi acusado de ateísmo e teve que se exilar em Atenas, onde morreria um ano depois.

    A questão é que todos somos ateus com os deuses dos outros. Um cristão, ante o deus islâmico, por exemplo, é ateu. O problema é que ninguém pensa nisso.

    Como já lhe disse no Facebook, Anna, eu mostrei a solução. Porém, o leitor que, como você diz, começa a ler e nem termina ou que está lendo com pressa nunca a perceberá. As soluções, em meus textos, estão sempre nas entrelinhas.

    E é por isso que digo que o debate aqui é importante. O meu texto é só um ponto de vista. Não é a verdade absoluta, tanto porque eu sou perspectivista em relação a esse conceito. Não contém soluções eternas, pois, como já visto na obra de filósofos como Heráclito, tudo muda. Porém, podemos sim procurar por soluções que se ajustem a nossas necessidades. E é fazendo como você fez, ou seja, QUESTIONANDO, ARGUMENTANDO, que podemos chegar a uma conclusão.

    Sobre ser sábio, não, não sou sábio. Aliás, se expussesse meus textos aqui só para ganhar elogios, provavelmente teria chamado o blog de "Obras de um gênio" ou "O Homem e o Elogio". Mas o nome é "O Homem e a Crítica" e o blog é regido não pela tirania (o que Aristóteles rotula, aliás, como uma degeneração da forma de governo monárquico), mas sim pela liberdade (a virtude da Democracia segundo o mesmo Aristóteles).

    Mais uma vez, agradeço pela crítica. Não só por essa, mas pelas outras. Afinal, o que é este blog sem "a Crítica"?

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