21 de fev de 2012

Brasil e Corrupção: Uma história de (des)amor

O tema de hoje, caros leitores, é sem dúvida bem propício para qualquer momento da história desta nação. Hoje discorrerei sobre a corrupção e suas consequências para a sociedade brasileira. Enfim, aprazível leitura a todos.


 “Na virada do século, corrupção voraz...”

     Desde os primórdios da colonização do Brasil (que só ocorreu por volta do ano de 1530), os nativos sofrem com casos de corrupção e jogos de interesse por parte de governantes, sejam eles deputados, senadores, presidentes ou até mesmo monarcas
     Dois exemplos clássicos (e crassos) ocorreram durante o período Joanino (1808-1822) e no primeiro mandato do presidente Rodrigues Alves (1902-1906). Ambos precisaram modernizar a cidade do Rio de Janeiro. Precisaram. O pensamento prioritário dos dois pouco tangeu o bem do povo. No caso de D. João VI, atendeu-se a demanda de uma corte portuguesa sedenta por luxo. Já Rodrigues seguiu a tendência européia denominada “Belle Époque”, querendo fazer da então capital brasileira a nova Paris. Obviamente, conseguiu-se certo nível de melhora; porém as consequências de tal irresponsabilidade manifestam-se nas piores marcas da capital carioca, atualmente denominadas “favelas”.
     Uma das consequências mais aparentes desse regime endêmico de corrupção no Brasil, a banalização do valor da política, evidencia-se com o descaso da maioria dos eleitores no momento de eleger quem os representará durante quatro anos nas esferas municipal, estadual e federal. Muitos dos votantes, cansados de observar tantos casos absurdos de corrupção enquanto veem a péssima condição dos serviços pagos com o dinheiro de impostos dos contribuintes, resolvem votar em candidatos cuja competência acadêmica e/ou administrativa é passível de questionamentos.
     Outra grave consequência reside na qualidade dos serviços públicos. O dinheiro de taxas que deveria servir de verba a pilares fundamentais de qualquer nação, como educação, saúde, segurança e transportes, quase sempre desemboca nas contas bancárias de corruptos e asseclas, os quais tentam de qualquer forma manter-se no poder quando em época eleitoral.
     Que a corrupção é uma realidade há muito tempo em terras brasileiras, todos sabem. A verdadeira problemática encontra-se no fato de que as consequências da mesma são terríveis tanto para a máquina federal quanto para o povo. Erradicar a corrupção secular a qual assola a nação faz-se impossível. Já a minimização de suas consequências, com ‘impeachments’ e indenizações aos cofres públicos por parte dos corruptos é totalmente executável e plausível

11 de fev de 2012

Nada de "neo" no Neoliberalismo

Bom, pessoal, este post tratará de um tema sobre o qual, mesmo sem percebemos, acabamos debatendo com outros todo dia: A Interferência do Estado na Vida do Cidadão. Enfim, o texto falará por si só. Boa leitura.
Lembrando sempre que Neo significa novo.

O Paradoxo Neoliberal

Uma das coisas mais duramente criticadas pelos neoliberais capitalistas em qualquer governo, seja monárquico (como o da Inglaterra) ou republicano (como o da França), democrático (EUA) e especialmente no ditatorial (Cuba, por exemplo) é a tentativa de um Estado sempre tirânico e/ou mal intencionado de “cercear ainda mais direitos inalienáveis” de cidadãos honestos e ajuizados.
A reclamação seria justa. Seria. Afinal, os direitos aos quais esses demagogos de plantão se referem não são os nobres e democráticos como a liberdade de expressão e de imprensa e o sufrágio universal, mas sim supostas liberdades individuais as quais acabam trazendo mais prejuízos ao grupo como um todo do que benefícios.
Um exemplo claro dos direitos os quais os neoliberais querem assegurados é a liberdade individual de fumar. Em linhas gerais, segundo a velha guarda da política, todo cidadão poderia perfeitamente fumar em qualquer lugar da preferência do mesmo, seja o ambiente fechado ou aberto.
Quer dizer, nessa tentativa cretina e nefasta de assegurar a liberdade de uma minoria, os contratualistas da sala de jantar acabam por trazer prejuízo a incontáveis indivíduos, como aqueles que têm problemas respiratórios (como Asma e Bronquite).
Outro exemplo ocorreu há pouco tempo. O governo brasileiro, em uma tentativa válida de manter a saúde e até mesmo a integridade (em todos os sentidos) de boa parte da população esquematizou, em parceria com o Ministério da Saúde, um projeto de lei o qual abolia a venda indiscriminada de remédios para emagrecimento. A reação dos “benevolentes” neoliberais constituiu-se em uma série de acusações ao poder central, sendo a maioria delas falaciosas e/ou infundadas.
Entretanto, tais amadores provavelmente esqueceram-se da questão da coerência com o próprio sistema capitalista. Afinal, tal sistema prega a exploração de vários por poucos e quando, por exemplo, fumantes adquirem o direito de continuar fumando em lugares fechados, vários explorados em potencial acabam prejudicados. Algo que, em alguns anos, pode diminuir os lucros do capitalista ao aumentar os gastos com problemas de saúde dos trabalhadores, indo contra a própria lógica do “maior lucro X menor prejuízo” do Capitalismo.
Então, apesar dos protestos dessa velha guarda de sofistas, o Estado ainda tem e sempre deve ter o direito de intervir na vida de cada cidadão, desde que tal intervenção seja usada para o bem da nação e não para totalitarismos ou cerceamento de direitos democráticos legítimos.

4 de fev de 2012

Plantão de adtantumargumentandum

Pessoal, tenho uma notícia urgente para vocês, e que pode mudar os rumos da humanidade!!!
Acontece que, hoje, 4 de Fevereiro de 2012...
Este blog completa um ano de vida! Pois é, poucos vão se lembrar (afinal, muitos dos meus leitores nem me conheciam nessa época), mas, o primeiro post -que pode ser acessado em http://www.adtantumargumentandum.blogspot.com/2011/02/introducao.html#comment-form- foi feito exatamente no dia em que comecei este blog: 4 de Fevereiro de 2011. 

Realmente, não tenho muito para falar, a não ser agradecê-los pelas vezes que leram os posts e neles comentaram. Bom, farei pelo menos um mínimo. Colocarei os 5 posts com maior número de visualizações, para todos aqueles que quiserem reler os textos. São eles:

1º Tese sobre o Bullying: http://www.adtantumargumentandum.blogspot.com/2011/02/bom-blogueiros-de-todo-o-brasil-este-e.html#comment-form
2º Sobre a Homofobia: http://adtantumargumentandum.blogspot.com/2011/09/sobre-homofobia.html
3º A Metamorfose Ambulante: http://adtantumargumentandum.blogspot.com/2011/09/metamorfose-ambulante.html
4º "Dialeticando" com Luís Felipe Pondé: http://adtantumargumentandum.blogspot.com/2011/11/dialeticando-com-luiz-felipe-ponde.html
5º Norma Culta Maravilha, nós gostamos de você: http://adtantumargumentandum.blogspot.com/2011/11/norma-culta-maravilha-nos-gostamos-de.html

Finalmente, agradeço a todos pelo grande número de visualizações em tão pouco tempo. Quase 6700. É pouco perto de tantos outros blogs, mas, para quem mal achou que chegaria a 2500, está mais do que excelente.
E agora, a meta é alcançar pelo menos 10000 visualizações até o fim do ano. Para conseguir isso, comprometo-me a fazer o melhor possível, como no post Inutilia Truncat.
Bom, se existirem dúvidas, perguntem-nas neste post. E muito obrigado mais uma vez.

1 de fev de 2012

Inutilia Truncat

É fato concreto que existem várias problemáticas sobre as quais se faz necessário refletir. No entanto, caro leitor, tu já deves estar ciente de que eu não desperdiçaria o teu tempo com reflexões sociopoliticamente infrutíferas ou sobre coisas inúteis. Ainda assim, farei uma concessão por meio deste texto bem mais interativo (e talvez até mais medíocre) do que os outros, propondo assim uma reflexão sobre as coisas mais inúteis criadas pela humanidade para os seres humanos: Os códigos morais religiosos.

Sobre a Mediocridade

Entretanto, amigo internauta, antes de ler toda a minha argumentação sobre tais códigos, reflita sobre ti mesmo. Pensa no parágrafo anterior. Aposto que passara a ti despercebida a minha autocrítica (sobre a mediocridade desta postagem). Pergunta-te antes de continuar lendo se este conglomerado de palavras é realmente tão banal. Será que a culpa não é de fato tua, leitor impaciente? Será que estás preparado para ler e até mesmo reler os argumentos deste blogueiro a fim de compreender o que quero transmitir?

Da Postagem

Eu não disse que esta postagem seria mais interativa?

A Retomada

Enfim, regressemos ao tema. Afinal, se na maioria dos casos é a moral religiosa o primeiro fator a impedir que prejudiquemos aos nossos semelhantes, por qual razão deveríamos descartar códigos morais de tamanha importância?
Eu explico. Muitas pessoas dizem que toda boa pergunta carrega consigo metade da resposta. E assim é, já que eu, um exímio questionador, consegui essa magnífica proeza, colega internauta pachola.

Os Porquês

Sim, a pergunta contém um dos porquês. Os indivíduos os quais são religiosos quase nunca se baseiam na ética do próprio país (ou pelo menos procuram conhecê-la), comumente representada pela Constituição Nacional, para decidir a conduta social que terá. Esses cidadãos preferem se guiar por “princípios morais” religiosos os quais são, em sua maioria, comodistas, hipócritas e incoerentes. Entre eles está a suposta humildade pregada por algumas religiões. Além de não passar qualquer ideal de justiça ou honra aos fiéis, esse princípio ridículo aspira a convencer os seres de suas supostas fraquezas e limitações perante seres transcendentais superiores.
Mesmo assim, prezado leitor precipitado, não condene aos que acreditam nessas falácias. Afinal (e aí está o outro porquê), é quase impossível não crer em “valores” os quais são incutidos nas mentes humanas praticamente desde o nascimento (creio que já ouviste falar do sacramento cristão denominado Batismo, o qual representa o início do elo permanente do infante com Deus)

Contudo

Contudo, prezado internauta (o qual não consegue mais suportar tão moroso texto, mesmo sabendo que tu és o receptor desta mensagem e, portanto, quem julgará a procedência desta argumentação), não digo para jogarmos tudo o que há nos códigos religiosos ao vento. Valores como fidelidade e lealdade não devem ser desprezados. Já a homofobia islâmica, a autoflagelação judaica e a proteção irracional da vida se baseada nos tênues argumentos cristãos podem e devem ser repensados (e subsequentemente descartados, é claro).

Síntese e Observação

Em síntese, caro leitor, faz-se essencial que a humanidade repense seus valores religiosos e comece a agir tendo como alicerce o concretismo das éticas constitucionalistas. Só com esta mudança de Ordem poderá haver Progresso.
OBSERVAÇÃO: Para todos que não entenderam a referência do título (pois é/então né, quem se importa com Literatura?), “Inutilia Truncat” era um lema árcade o qual pregava o descarte do rebuscado léxico barroco, por ser literariamente inútil. No caso do post, a inutilidade a que me refiro é evidente.