11 de jan de 2012

Sobre Educação Familiar

Bom, caros leitores, o título, creio eu, está claríssimo. Pretendo debater convosco sobre o panorama atual da Educação Familiar brasileira. Enfim, um texto mediano fala mais que uma péssima introdução. Boa leitura!

  A Roda Vegetativa

A importância da educação dentro de um núcleo familiar para qualquer indivíduo é inegável. Diziam os deterministas que uma das formas de moldar o caráter de uma pessoa é transformar o meio em que a mesma vive. Porém, faz-se essencial ressaltar também que o ser humano pode ser moldado com base em alguma conduta ética e moral e determinados valores.
Ainda assim, pode-se afirmar concisamente que a nova educação familiar consegue resultados irrisórios quando a questão é passar tais valores para as gerações seguintes. Enquanto alguns pais demonstram clara falta de autoridade e até mesmo de maturidade perante os filhos, tendo muitas vezes que apelar para a violência para conseguir “respeito” (o qual, ainda assim, não passa de medo), outros procuram educar por meio de tênues e obsoletos valores religiosos, transformando os novos cidadãos em seres hedonistas e/ou conformistas.
Faz-se notório e óbvio o fato de que tais formas de educar têm reflexos extremamente negativos nas relações sociais, ao se considerar que tais indivíduos ficam entre o desrespeito total à lei e aos outros cidadãos e a incapacidade de promover quaisquer mudanças, seja em âmbito sociocultural ou político, o que pode pôr em risco o próprio futuro democrático da nação.
Sintetizando, faz-se clara a ineficiência da atual forma de educação pelo seio familiar. Entre pais conservadores e liberais, o resto é uma geração filosoficamente limitada e culturalmente corrompida, além de uma roda corroída e vegetativa conhecida como “educação familiar”

2 comentários:

  1. Eu concordo com os deterministas quando dizem que o meio transforma o ser, mas penso que o próprio ser esqueceu que pode transformar o meio, e ai é que entra a educação. Pais podem transformar seus filhos, esculpir neles os melhores princípios e a melhor cultura, mas ultimamente os filhos é que moldam os pais, determinam como devem ser!
    E ai esses mesmo filhos, mais tarde, não vão querer receber a educação dos professores que os pais não conseguiram dar e se tornam péssimos estudantes! E ai vira um ciclo...
    Sobre o texto, a introdução ficou ótima, mas eu achei o vocabulário muito rebuscado e isso te impediu de ir "direto ao ponto" nos argumentos.
    Bom, é isso.
    Abraços, Octávio.

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  2. Hum, interessante Cynthia. Você toma então, até um certo ponto, uma posição existencialista-sartrista perante o assunto, quando fala no ser como agente transformador do meio. (como disse, até certo ponto, ao considerarmos que Sartre praticamente desprezou o Determinismo)
    Realmente, esse ciclo existe e, sem uma bela tomada de consciência, será repetido nas próximas gerações.
    Quanto ao texto, obrigado pela crítica. Teve toda uma história quanto a produção desse texto, mas, mesmo que a lembrasse, não fujo do meu erro.

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