11 de dez de 2011

2011 e a Mídia: Depois da Tempestade... Pt 2

Caros apreciadores de “O Homem e a Crítica”, creio que um título como o que coloquei basta para vosso bom entendimento. Sem mais delongas, partamos aos fatos que negativaram a imagem da imprensa brasileira em 2011
Caso Rafinha Bastos
O comediante Rafinha Bastos foi, indubitavelmente, uma das figuras mais polêmicas do ano de 2011. Ocupando por diversas vezes o 1º lugar nos TT (Trending Topics) do Twitter, esse homem nunca hesitou em usar o direito democrático de liberdade de expressão, em uma atitude exemplar de desafio à censura ao humor, esta sendo advinda do “politicamente correto e ético”.
Porém, Rafael Bastos é mero membro de uma rede televisiva, e pouco pode fazer ao ter a maior parte da imprensa criticando-o após um simples exagero em uma piada envolvendo a decadente “cantora” e gestante Wanessa (Camargo). Além de dar visibilidade exagerada a uma artista cujas habilidades são questionáveis, a imprensa pôs em risco a qualidade dos programas “CQC” e “A Liga”, os quais têm a participação de Rafinha.
(a propósito, este texto foi escrito mais ou menos em Novembro, e só passei para o PC em 11/12/2011. Até hoje, como muitos de vocês já sabem, Rafinha não regressou à bancada do CQC)
Apoio à “Marcha Contra a Corrupção”? Ah, não
Serei o mais objetivo possível. Em 7 de Setembro (Independência do Brasil) e 12 de Outubro (Feriado Católico/Dia das Crianças), houve marchas contra a Corrupção vigente nas entranhas do país. E a imprensa apoiou, certo?
Errado! Especialmente após a segunda manifestação, somente um órgão, a revista VEJA, deu a abordagem séria e adequada para tal Marcha. Muitos outros jornalistas ou apresentadores que vivem pela fama menosprezaram o público participante dessa campanha, sem dizer uma única palavra de apoio ou divulgação de tais eventos.
Recusa a ideologias alternativas
Meus amigos, agora é hora de falar francamente. Que a maioria do povo tupiniquim desconhece conceitos como Socialismo, Comunismo, Populismo, Marxismo e Weberianismo, todos sabemos. Agora, quando a mídia recusa um ou outro conceito sem maiores explicações ou exalta alguma ideologia sem motivos aparentes, o elitismo predominante em muitos órgãos de imprensa mostra a face e torna muitos pontos de vista e notícias ideologicamente inacessíveis às massas.
Pouco apoio ao Voto Distrital e outros
Após o absurdo ocorrido nas eleições de 2010, em que menos de 40 dos mais de 500 representantes legislativos foram eleitos apenas com os próprios votos e muitos destes (como o agora deputado Tiririca) foram usados para “auxiliar” políticos retrógrados e corruptos a voltar ao poder, alguns partidos e organizações começaram a divulgar novos sistemas de votação eleitoral, como o Voto Distrital e o Voto Proporcional. E a mídia, o que fez?
Quase nada. Apenas as revistas impressas, as quais são pouco acessíveis à população, tanto geograficamente quanto intelectual e culturalmente, fizeram manifestos pró-votações alternativas. Em contrapartida, as mídias televisivas, hoje mais acessíveis ao povo, quase não se pronunciaram sobre o tema.
Há também este blogueiro que não se pronunciou até o momento. Não me livrarei de tal culpa, pois poderia ter feito uma postagem sobre o assunto. No entanto, fá-la-ei no ano que vem. Por enquanto, apenas declaro-me um aliado do Voto Distrital.
Bom, é isso, caros leitores. Tenho ciência de que esta retrospectiva possa cheirar a charlatanismo ou enrolação. Asseguro-lhes do contrário, mas me comprometerei a fazer algo menos “subjetivo” e mais jornalístico em 2012. Até lá!

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