31 de dez de 2011

The End

Pois é, leitor amigo, acaba-se o ano de 2011. Mesmo estando este blog ainda por completar um ano de idade (afinal, o aniversário dele é 4 de Fevereiro, dia da primeira postagem e meu primeiro dia como blogueiro), consegui alcançar, graças a todos vocês, ótimos e expressivos resultados. 6000 visualizações em meros 10 meses não é pouca coisa, e sei que só consegui por causa de vossa fidelidade.
Mas, enfim, 2011 se encerra. Que venha 2012, e que venham resultados ainda melhores... para todos nós!

21 de dez de 2011

Retrospectiva 2011 Parte 3

Bom, pessoal, está é a terceira parte da retrospectiva. Acredito que todos vocês esperam por aquele texto bem longo e provavelmente muito chato.
Porém, desta vez é diferente. Ocorreu que, ao contrário de todos os outros posts deste blog, este aqui não havia sido preparado de antemão. Fiquei por dias tentando achar uma forma de colocar o sentimentalismo da terceira parte desta retrospectiva (a parte intimista), e percebi que não conseguiria colocá-lo em um texto normal. Aventurei-me então a fazer poesia para tentar passar o mínimo do meu muito obrigado a todos, tanto na vida real quanto online, que a mim foram fiéis amigos e leitores de todas as horas. Desde aqueles com quem já perdi o contato "olho no olho", como a aspirante a veterinária Laís Rigon, os futuros engenheiros Cássio Sversut, Caio Boneto, Mateus Bolinha e Patrick Brito e todos os outros do Salesiano, a aqueles com quem tive o privilégio de estudar nos últimos 7 ou 8 meses do ano, como os vestibulandos de Medicina Matheus Casquer (a quem desejo uma boa recuperação. Força, Casquer!) e Nicole Pires (também leitora deste blog) e os geniais Lucas Henrique, Mariana Figueiredo, Felippe Tadeu, Claudia Cardoso, Cindel dos Santos e tantos outros, só posso agradecer por todo o aprendizado que tive e por toda a lealdade e amizade que tiveram para comigo*
Bom, enfim, aqui vai a poesia. Aviso a todos que:
A- Não sou poeta. Realmente, não sou. Por isso, adaptei a poesia Se eu Morresse Amanhã, do romântico Álvares de Azevedo, para tentar exprimir um pouco do sentimento
B- Qualquer crítica é só comentar. Sério, se estiver muito ruim, acreditem, virá coisa pior, pois já tenho postagens prontas com o meu estilo de poesia
C- Obviamente, não consegui respeitar todas as rimas do poeta. Mudei um pouquinho o estilo para melhor adaptá-lo à situação. Afinal, Álvares foi pessimista, e eu não serei.
Enfim, aqui vai. O título da adaptação é Se o ano acabasse amanhã

Se o ano acabasse amanhã

Se o ano acabasse amanhã, conversaria com os manos
Sobre os tempos de Salesiano;
Onde estudei por quase três anos
E que nunca deixou meus pensamentos

Quantas alegrias tive no Universitário!
Desses tempos também estaria relembrando
Foram oito meses memoráveis
Quando aprendi bem mais que filosofias vãs

Quantos amigos e companheiros
Eu teria de deixar mais cedo
De católicos e espíritas a quem não segue um credo
Como estes dias passaram ligeiros!

Mas esta dor de despedida que me devora
Traz consigo uma ironia
De nenhuma ruim memória eu lembraria
Se o ano acabasse amanhã!

Bom, é isso. Muito obrigado a todos que tiveram a bondade de ler e ser seguidor deste blog ao longo de 2011. E, sem presunção por minha parte, mas, continuem seguindo. Afinal, 2012 promete.

*Coloquei Lealdade pois, para quem me conhece melhor, são notórios meu gosto e minha preferência por valores como lealdade, honra e justiça em relação a humildade e tantos outros valores morais religiosos




11 de dez de 2011

2011 e a Mídia: Depois da Tempestade... Pt 2

Caros apreciadores de “O Homem e a Crítica”, creio que um título como o que coloquei basta para vosso bom entendimento. Sem mais delongas, partamos aos fatos que negativaram a imagem da imprensa brasileira em 2011
Caso Rafinha Bastos
O comediante Rafinha Bastos foi, indubitavelmente, uma das figuras mais polêmicas do ano de 2011. Ocupando por diversas vezes o 1º lugar nos TT (Trending Topics) do Twitter, esse homem nunca hesitou em usar o direito democrático de liberdade de expressão, em uma atitude exemplar de desafio à censura ao humor, esta sendo advinda do “politicamente correto e ético”.
Porém, Rafael Bastos é mero membro de uma rede televisiva, e pouco pode fazer ao ter a maior parte da imprensa criticando-o após um simples exagero em uma piada envolvendo a decadente “cantora” e gestante Wanessa (Camargo). Além de dar visibilidade exagerada a uma artista cujas habilidades são questionáveis, a imprensa pôs em risco a qualidade dos programas “CQC” e “A Liga”, os quais têm a participação de Rafinha.
(a propósito, este texto foi escrito mais ou menos em Novembro, e só passei para o PC em 11/12/2011. Até hoje, como muitos de vocês já sabem, Rafinha não regressou à bancada do CQC)
Apoio à “Marcha Contra a Corrupção”? Ah, não
Serei o mais objetivo possível. Em 7 de Setembro (Independência do Brasil) e 12 de Outubro (Feriado Católico/Dia das Crianças), houve marchas contra a Corrupção vigente nas entranhas do país. E a imprensa apoiou, certo?
Errado! Especialmente após a segunda manifestação, somente um órgão, a revista VEJA, deu a abordagem séria e adequada para tal Marcha. Muitos outros jornalistas ou apresentadores que vivem pela fama menosprezaram o público participante dessa campanha, sem dizer uma única palavra de apoio ou divulgação de tais eventos.
Recusa a ideologias alternativas
Meus amigos, agora é hora de falar francamente. Que a maioria do povo tupiniquim desconhece conceitos como Socialismo, Comunismo, Populismo, Marxismo e Weberianismo, todos sabemos. Agora, quando a mídia recusa um ou outro conceito sem maiores explicações ou exalta alguma ideologia sem motivos aparentes, o elitismo predominante em muitos órgãos de imprensa mostra a face e torna muitos pontos de vista e notícias ideologicamente inacessíveis às massas.
Pouco apoio ao Voto Distrital e outros
Após o absurdo ocorrido nas eleições de 2010, em que menos de 40 dos mais de 500 representantes legislativos foram eleitos apenas com os próprios votos e muitos destes (como o agora deputado Tiririca) foram usados para “auxiliar” políticos retrógrados e corruptos a voltar ao poder, alguns partidos e organizações começaram a divulgar novos sistemas de votação eleitoral, como o Voto Distrital e o Voto Proporcional. E a mídia, o que fez?
Quase nada. Apenas as revistas impressas, as quais são pouco acessíveis à população, tanto geograficamente quanto intelectual e culturalmente, fizeram manifestos pró-votações alternativas. Em contrapartida, as mídias televisivas, hoje mais acessíveis ao povo, quase não se pronunciaram sobre o tema.
Há também este blogueiro que não se pronunciou até o momento. Não me livrarei de tal culpa, pois poderia ter feito uma postagem sobre o assunto. No entanto, fá-la-ei no ano que vem. Por enquanto, apenas declaro-me um aliado do Voto Distrital.
Bom, é isso, caros leitores. Tenho ciência de que esta retrospectiva possa cheirar a charlatanismo ou enrolação. Asseguro-lhes do contrário, mas me comprometerei a fazer algo menos “subjetivo” e mais jornalístico em 2012. Até lá!

1 de dez de 2011

2011 e a Mídia: Depois da tempestade... Pt 1

Prezados leitores de "O Homem e a Crítica", creio dever-lhes uma explicação sobre o título deste post. Planejei fazer um retrospecto o qual englobasse todos- ou pelo menos os mais importantes- fatos ocorridos em âmbito nacional, internacional e até mesmo local. Entretanto, por falta de tempo e de planejamento, a intenção não se consumou.Ainda assim, após ter este blog tantas visualizações e tantos comentários de apreciadores e amigos, acredito ter o dever de e a total capacidade para postar uma retrospectiva digna de vós. Então, decidi dividir este longo texto em 2 partes (1/12/2011 e 11/12/2011) e fazer um outro um pouco mais intimista.
O tema deste longo retrospecto pode ser surpreendente para alguns. Falarei sobre a mídia, ou meios midiáticos, como quiserem, e sua atividade neste ano.
Eu reitero que o leitor mais desavisado pode perguntar: "Ora, falar sobre a Mídia? Explique-se, Octávio!'. Não só respondo como esclareço. É ponto pacífico que a mídia teve uma importante função no ano de 2010, sendo que esta se "resumia" a cobrir dois eventos importantíssimos para o Brasil (No caso, a Copa do Mundo e as Eleições Presidenciais). Para a maioria, também é ponto pacífico a competência dos meios midiáticos em tal cobertura. Porém, após tão intensa tempestade de informações e notícias, naturalmente viria uma calmaria no ano seguinte. Tendo tudo isso em mente, decidi analisar o trabalho da imprensa neste ano de "bonança".
Esta primeira parte abordará apenas os aspectos positivos da imprensa em 2011. Mesmo contra a vontade e expectativa de alguns censores tacanhos, a maior parte deste órhão imprescindível para qualquer democracia consolidada acabou por, em variadas ocasiões, cobrir de modo impecável vários dos acontecimentos deste ano. Abaixo vão algumas provas para a minha tese:
Corrupção nos Ministérios
Cito este como meu primeiro argumento. Após a eleição de Dilma Vana Rousseff, formou-se um novo time de ministros, além do advento de novos ministérios. Algumas mídias, como a revista VEJA, estiveram atentas a cada passo dos ministros, e não decepcionaram. De Antônio Palocci (Casa Civil) a Orlando Silva (Esportes), as redes televisivas e outros denunciaram e comprovaram cabalmente o nível de corrupção instalado nas entranhas ministeriais por anos a fio
Abordagem Crítica de Tragédias
Todavia, concordarei com os mais céticos os quais rotulam o falar crítico sobre corrupção como tarefa relativamente fácil se comparada a outras, como a abordagem crítica de todo tipo de tragédia.
Opa... Mas a imprensa tupiniquim também fez tal abordagem. Dos acidentes com reatores nucleares em Fukushima- JP aos deslizamentos de terra no Rio de Janeiro. do norueguês fundamentalista o qual cometeu atentados na capital norueguesa ao problemático e emblemático assassino responsável pelo Massacre de Realengo, fez-se um intenso trabalho de busca por informações coerentes e de redação de artigos críticos os quais ajudaram a trazer luz a tais assuntos.
Campanhas contra o Preconceito
"O preconceito é o filho do medo, o medo do diferente". Lya Luft, uma das maiores escritoras do Brasil contemporâneo, definiu com uma só frase qualquer preconceito existente. Ela, porém, só deu a definição. Coube às mídias combater tal "medo".
Desde as declarações polêmicas e homofóbicas do deputado Jair Bolsonaro durante entrevista para o quadro O Povo quer Saber, do programa Custe o que Custar, a imprensa vem dando um competentíssimo enfoque à questão da homoafetividade. Como resultado desse enfoque as conquistas civis dos homossexuais, como o direito de união estável legal e a adoção de filhos, vieram a ocorrer de modo mais rápido do que aconteceriam sem a ajuda midiática.
Movimento #VergonhaRioPreto
No mês de Agosto, após a apresentação de três controversos projetos na Câmara de Vereados de São José do Rio Preto (sendo eles o aumento no número de vereadores, a elevação do salário dos mesmos e do prefeito e a contratação de funcionários "apadrinhados"), a imprensa regional posicionou-se como defensora da população e deu voz ao movimento Vergonha Rio Preto.
O resultado foi favorável ao povo. Mesmo com a aprovação da contratação de apadrinhados, os outros dois projetos foram vetados e subsequentemente arquivados. Mais uma vitória para a democracia, para o povo e para a justiça.


Encerro por aqui esta primeira parte. Dia 11: Parte 2