21 de out de 2011

Na véspera do ENEM...

Caros leitores, apreciadores e amigos, este será um post dedicado à Educação. Porém, falarei sobre a união entre Educação e Tecnologia. Não ficou claro? Então, é só ler o texto. Boa leitura

“Cogito ergo sum”

A problemática da educação sempre se fez presente em território brasileiro. O notório “país do futebol e do samba” tem alguns dos piores indicadores educacionais mundiais segundo o PISA, um exame feito para medir a qualidade da educação no globo, exame no qual o Brasil foi recentemente superado por alguns países vizinhos, como o Uruguai e a Argentina. Além do PISA, há uma avaliação em âmbito nacional a qual aponta as péssimas médias das escolas brasileiras. Tais resultados levantam questionamentos sobre os rumos do ensino na nação.
O questionamento sobre o qual discorro neste artigo relaciona-se com a associação falaciosa entre educação e tecnologia. Muitos educadores afirmam categoricamente que em escolas e instituições de ensino com maior preparo tecnológico tendem a ver melhores resultados de seus estudantes do que outras instituições com menor uso ou ausência de tais inovações. Segundo o que escreveu Gustavo Ioschpe, articulista da revista VEJA, há pesquisas as quais comprovam tal alegação. Entretanto, outras refutam-na. Alegar qualquer coisa com dados tão inconclusivos não passa de um grande postulado de sofismas.
A verdadeira questão não está no grau de digitalização das escolas, e sim no sistema em si. Não só no sistema educacional, mas também na política capitalista. Ora, como motivar estudantes a perseguir o conhecimento de modo permanente quando o mesmo passou a ser visto como um instrumento necessário apenas para a ascensão social e à busca por lucros? (ainda assim momentaneamente).
Para solucionar tal problema, faz-se necessário aumentar a importância dada aos pensadores e críticos nacionais. Convenhamos, caro leitor, que há grande dificuldade em refutar a lógica empregada por René Descartes ao escrever “Penso, logo existo” (em latim, “Cogito ergo sum”). Mesmo assim, tal racionalismo não deve ser intermitente nem mercenarizado como atualmente o é.

Bom, como sou parte da "imprensa", acho que posso dar uma dica valiosa para quem for fazer o ENEM. Provavelmente (e principalmente se você for de Araçatuba), ao chegar no local da prova, vão te oferecer uma garrafinha com 510 mL de água e um daqueles salgadinhos de marcas que ninguém conhece. Tome a água, faça o que quiser com a água, mas não (não, não mesmo!!) coma o salgadinho. Não queira saber que efeito terá no teu organismo.

2 comentários:

  1. "Ora, como motivar estudantes a perseguir o conhecimento de modo permanente quando o mesmo passou a ser visto como um instrumento necessário apenas para a ascensão social e à busca por lucros?" Perfeito!

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  2. Taí uma das grandes desvantagens do Capitalismo.
    Só que, tem algo pior: Não vivemos no Capitalismo. Capitalismo tem meritocracia, e no Brasil há pouco disso

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