21 de ago de 2011

Poder: Palavra Transitiva (Direta e Indireta)

Caros leitores, amigos e leitores amigos. Desculpo-me com vocês por não poder postar em 11 de Agosto, mas não poderia decepcioná-los novamente neste dia. O tema desta postagem é muito interessante. O título adianta um pouco, mas não tudo. Boa leitura!


“Argumentum ad ignorantiam”

Meses atrás, em uma edição da célebre revista VEJA, foi apresentado um artigo de opinião da escritora Lya Luft, no qual a mesma discorre sobre o preconceito em si.  Ao final do texto, Lya afirmara: “Há quem grite que não se deve ter “nenhum preconceito, contra coisa nenhuma”. Vamos com calma. Não se pode igualar tudo. Não simpatizo com o dono da verdade, o libertário sem causa, o herói sem preconceitos, o discurso fácil. Eu, sinceramente, tenho – mantenho – preconceito contra algumas coisas: a desonestidade, a arrogância, a irresponsabilidade, o culto do poder estão entre elas”.
Tendo essa argumentação em mente, poderia refutar, ainda que parcialmente, dois aspectos. O primeiro seria a questão do libertário sem causa. Até falaria que a liberdade é uma causa em si. Contudo, abordaremos essa problemática em outra ocasião. O ponto principal é sobre o “culto ao poder” citado por Lya (o segundo aspecto).
Apesar de tal questionamento ter sido levantado por uma grande acadêmica para mero fim comparativo, muitas pessoas continuam com “argumentum ad ignorantiam” (argumentação com apelo para a ignorância) em relação ao culto ao poder, seja por influência religiosa, ética, moral e até mesmo socioeconômica.
Ainda assim, para não se ter uma visão simplista, falaciosa ou completamente equivocada da pluralidade do poder em si, é necessária a desvinculação momentânea do presente pensamento popular sobre o culto ao poder.
A primeira etapa é a conceituação. Faz-se muito difícil a condenação do culto ao poder quando existem vários tipos do mesmo. Há o poder bélico (militar), o qual é muitas vezes decisivo em confrontos supranacionais; o poder constitucional, também conhecido como justiça, que serve para proteger os cidadãos de uma nação; o poder intelecto-educacional, o qual torna as pessoas menos suscetíveis a quaisquer tipos de manipulação ou ludibriação; o poder monetário ou econômico, usado por cidadãos e países para efetiva melhora nas condições de vida, tanto individuais (cidadão) quanto coletivas (nação); e o poder político, que deveria ser usado para servir aos interesses coletivos.
Dados os conceitos, é perceptível que o culto ao poder pouco tem de errado. Os equívocos constituem-se em como e quais poderes são cultuados, enquanto outros ficam ocultos. O erro da parte majoritária de brasileiras e brasileiros é cultuar aos poderes monetário e político e usá-los para maus fins. Adicionalmente, faz-se plausível explicar a situação educacional brasileira considerando a falta de cultuação ao poder intelecto-educacional e sua não associação aos poderes político e econômico.
Finalizando, expropriar-se de argumentação com apelo à ignorância sobre o culto ao poder para condená-lo é injusto e falacioso. Lya Luft, sendo uma escritora genial, não cometeu tamanho engano. Contudo, muitos outros, seja por inocência ou interesses, condenam tal culto. A solução para tal problemática apresenta-se no incentivo aos pensamentos filosóficos verdadeiramente divergentes, o que traria uma inovadora visão sobre o poder em si

Caso a grande autora Lya Luft se sinta ofendida e queira responder, os comentários sempre estão abertos.

PS1: Sim, pessoal, eu sei que a possibilidade de uma mulher tão famosa descobrir este blog é de 1 em 100 milhões, mas, vai que....
PS2: Sim, eu sei que ela esmerilhar-me-ia, mas, afinal, vai que... [2]

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