21 de jul de 2011

Uma Comédia nada Divina

Caros leitores, venho por meio desta introdução anunciar-lhes um novo post o qual será, no mínimo, controverso. Afinal, criticar religiões e/ou teorias ambientalistas nos dias atuais não é algo comum. Mesmo assim, não adianta tentar censurar. Nunca forcei ninguém a ler este blog, e não pararei de criticar porque a pessoa A, B, C ou D reprovou alguns dos textos. É a reprovação que nos torna mais forte.

PS: Processos também não adiantarão, pois não estou fazendo apologia a qualquer coisa. Faço uma apologia ao questionamento, ao debate, e nada mais.

Enfim, para os apreciadores, boa leitura. Para quem não gostar, boa leitura também. E comente com seus contra-argumentos. Afinal, como sempre digo, o objetivo do blog é o debate.

Demagogias Ambientais

A Campanha da Fraternidade 2011 (para os mais íntimos CF), organizada por órgãos religiosos, tem como tema a frase: “A Fraternidade e a Vida no Planeta”. Entre outras coisas, essa célebre campanha fala sobre a degradação do meio ambiente pelo ser humano, unida com a degradação ética e moral da sociedade.
Nunca antes na história deste país uma campanha religiosa fizera tanta demagogia e reforçara tantas falácias e tantos sofismas ao expropriar-se de um tema sobre o qual poucas coisas foram comprovadas. A campanha usa-se de demagogias ambientais como “O ser humano é o culpado pelas mudanças na temperatura global” e “O incidente ocorrido no Japão foi culpa dos seres humanos que lá residem” para tentar comover as massas e manipulá-las para preservar o meio ambiente, além de resgatar uma moral absolutamente equivocada, obsoleta (advinda de tempos feudais) e desnecessária para a humanidade.
Em prol da refutação de tais absurdos, faz-se fundamental uma análise séria e concisa dos presentes fatos. O conceito geográfico coloca que os efeitos de aquecimento global são, na verdade, locais, e não acarretariam em conseqüências mundiais. Além disso, há um ciclo de temperatura terrestre o qual já ocasionou quatro glaciações com subsequentes superaquecimentos globais, os quais não tiveram influência humana nem causaram a extinção da vida no planeta. Adicionalmente, o incidente no Japão, o qual está sendo usando para tal fim demagógico, foi causado por movimento de placas tectônicas e não por excessiva poluição, como afirmam certos religiosos.
De outro lado, há as falácias de ordem religiosa. Normalmente, tais falsos raciocínios envolvem suposta moralização das sociedades e a igualação do poder das igrejas ao poder governamental, Caso tais fatos fossem concretizados, o mundo regressaria aos tempos medievais, assistindo de novo a repressão da intelectualidade humana, a qual seria trocada pelo fanatismo religioso e pelo falso moralismo o qual imperara no mundo europeu por mais de um milênio.
O que se faz veridicamente fundamental é a mudança das ordens social, política e educacional, atenuando as notórias disparidades entre classes sociais, eliminando a corrupção dos bastidores do poder público e incentivando a intelectualidade humana, o único valor impagável ao indivíduo.

4 comentários:

  1. Olá, Octavius.
    Aqui é o professor Antonio.
    Primeiramente, gostaria de parabenizá-lo pela forma estrutural de seus textos. Você escreve muito bem. Além disso, por meio deles é possível perceber que você é uma raridade, pois é um jovem crítico, que discute assuntos muito pertinentes. Quanto ao assunto tratado neste blog, meus conhecimentos, principalmente sobre o aquecimento global, não são sufientes para discuti-lo de maneira justa. Posso afirmar apenas que a Campanha da Fraternidade, preparada pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que inclusive produz um "Texto Base" para o estudo), infelizmente, não é a mesma que muitas vezes é mal interpretada por padres ou por fiéis. Não sei quem afirmou o absurdo de que a catástrofe do Japão foi causada pelo homem; porém, pelo que conheço, não acredito que tal comentário esteja no "Texto Base" da Campanha da Fraternidade. Portanto, para que seus argumentos sejam mais contundentes, sugiro, se é que me permite, que leia um pouco mais a proposta da CNBB sobre tal tema.

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  2. Olá, professor. É um imenso prazer vê-lo comentando neste humilde blog. Obrigado pelos elogios.
    Sobre este argumento de que a catástrofe no Japão foi causada pelo homem, eu ouvi isso de uma professora minha do tempo de Salesiano. Creio que até ela sabe que tudo isso é uma besteira sem fundos.
    Mas, creio que juntando os dois, fui fiel ao assunto do texto: A demagogia generalizada

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  3. Veja bem. Tendo em vista que o desejo era alertar a sociedade para uma pretensa "necessidade de defesa do meio ambiente", a menção ao desastre do Japão serve apenas como forma de chamar a atenção. Melhor que falar em emissão de cloro-flúor-carbono ou em diminuição do PH das águas do rio. O povo se sente atraído pelo choque. A professora citou o Japão porque é a lembrança trágica mais recente. Fosse há dois anos, seria o Haiti, etc.
    Abraço e continue na toada.

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  4. O problema em si, Zé, não foi o fato escolhido, e sim algumas frases colocadas depois. Frases que culpam o ser humano por um desastre natural e que defendem, pelo menos a meu ver, uma volta das Igrejas ao poder, em uma suposta "aliança" com o estado, algo que fere princípios como o próprio laicismo, tão sagrado para as democracias consolidadas.

    Entretanto, obrigado pela atenção dada a este ainda pequeno blog, Zé Ferreira

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