1 de jul de 2011

Ode ao Capitalismo

Bom, pessoal, direi-lhes que essa é, até agora, minha postagem mais polêmica. Afinal, que outro blogueiro conhecido por vocês tece tão grande "Ode ao Capitalismo"? Mesmo assim, boa leitura.

Ode ao Capitalismo

Ao tentar conceituar a palavra Capitalismo, pode-se achar definições como “o sistema econômico vigente no globo” ou “ uma das formas político-econômicas de se governar uma nação”. Porém, para analisar tal sistema governamental, mera conceituação faz-se ineficaz por não englobar as particularidades sociais, históricas e até mesmo geográficas de cada país ou povo. Assim como nem tudo aquilo que reluz é ouro,
nem sempre o Capitalismo garante riquezas, fazendo-lhe um sistema extremamente frágil no plano social.
Esse sistema, por almejar sempre o maior lucro possível, provoca gradualmente o aumento da ganância dos patrões, fato que provoca um crescimento na notória automação industrial a qual, mesmo trazendo grande desenvolvimento tecnológico para uma nação, gera a própria contrapartida ao elevar os índices de desemprego, o qual gera grandes prejuízos para a mesma.
Ainda assim, os danos não estão limitados às taxas de desemprego. Aqueles que conseguem manter seus empregos cotidianamente sobem construções (e veículos de transporte público) como se fossem máquinas, conformam-se com uma vida por vezes indigna como se fosse lógico e têm que observar alguns dominantes do poder guiarem suas nações com passo bêbado, deixando o povo ainda mais náufrago de esperanças e muitas vezes vendo mudanças sendo planejadas com um ritmo tímido e executadas em ordem questionável.
Entrando no mérito histórico e geográfico, o sistema capitalista não infere em qualquer tipo de compensação para os países historicamente explorados ou verdadeiro auxílio socioeconômico para povos em localizações privadas de recursos naturais, o que coloca tais pessoas em condições subumanas de vida e educação.
Em suma, o superestimado Capitalismo não é o sistema ideal para o mundo, por satisfazer as necessidades sociais e econômicas de poucos e agravar a situação de muitos. A solução deve ser alcançada por meio de sérios debates para chegar-se a conclusões sobre como deverá ser a nova forma de governo mundial.

Desculpo-me antecipadamente caso o nível deste texto seja um pouco inferior aos outros já produzidos. Mesmo assim, o foco deste humilde blogueiro não é o formato de textos, e sim o conteúdo dos mesmos.
E perdoem-me pelo formato estranho do primeiro parágrafo. Não sei o que aconteceu.

2 comentários:

  1. Parabéns, Octavio! Lida intertextualidade, muito bem usada, parabéns mesmo...''como se fossem máquinas, conformam-se com uma vida por vezes indigna como se fosse lógico e têm que observar alguns dominantes do poder guiarem suas nações com passo bêbado''

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  2. Muito obrigado, caro leitor Lucas. Como não usar Chico Buarque ao falar sobre política em geral?

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