1 de jun de 2011

Metalinguística da Internet

Bom, meus caros leitores, essa postagem mostrará minha primeira tentativa de Artigo de Opinião. Apesar de ter sido produzida meses atrás, o tema correspondente ainda é muito atual.

TEMA: Opine contra ou a favor da Exposição na Internet

Exponha-se mais. Exposição na Internet também é um exercício

Meses atrás, durante uma aula de Redação, minha sala deparou-se com o texto “Antes de Twittar, que tal pensar?” de Marcelo Carneiro da Cunha. O autor argumentava concisamente contra a exposição inadequada de pessoas em redes sociais como Twitter, Facebook ou Orkut. Além do raciocínio de Marcelo, podemos citar os vários casos de violência (como estupros e mortes) que foram concebidos após meros “bate-papos” em sites de relacionamentos.
Porém, digo-lhe em verdade, caro leitor, que seguir essa linha argumentativa seria tarefa banalmente fácil. Discordar-eu-ei de todos os sofistas os quais argumentam contra a autoexposição na Internet. O primeiro ponto desses ultra conservadores relaciona-se com o risco de relacionamentos on-line. Ora, qual é a razão para amedrontar jovens e adultos com as conseqüências mais graves quando 82,2% dos internautas dizer ter conhecido seu cônjuge pela web? (Isso segundo pesquisa do professor de Sociologia Michael J.Rosenfeld em conjunto com a Universidade de Stanford, divulgada por VEJA).
A segunda falácia é baseada na questão da personalidade. O senso comum prega que os chamados “viciados em Internet” têm personalidades tímidas, agressivas e expressam-se pifiamente perante grandes massas. Há aqui um esquecimento intencional de que muitos contrariam essa regra, tornando-se extrovertidos, gentis e grandes oradores por terem a liberdade da Internet como impulso primário para expressar suas teorias e ideais e compartilhar problemas.
A terceira inverdade é advinda do campo profissional. Sempre ocorrem casos de funcionários os quais são demitidos por ofender superiores no Twitter, Orkut ou Facebook. Tais fatos acontecem não por culpa das ferramentas em si, e sim de algumas pessoas que se recusam a aceitar um convite ao bom-senso e cometem o erro de ofender outros indivíduos on-line. Além disso, aquele (a) que realmente precisa “desabafar” também pode usar os célebres nicknames (apelidos) para continuar no anonimato.
Em resumo, não podemos condenar a possibilidade de exposição em veículos da rede mundial de computadores e sim a falta de bom-senso de alguns indivíduos os quais utilizam tal ferramenta pifiamente. O notável “senso de ridículo” sempre será bem vindo, principalmente quando se pode ‘chattear’ tanto com ocidentais quanto com orientais, globalizando de segredos a ofensas em questão de segundos.

Como sempre, o debate sobre o tema será muito bem vindo. Se concordou comigo, poste sua opinião.
Mas, se discordou.... comente também. Afinal, que tipo de autor defende a exposição de ideais e ideias na Internet, mas não aceita opiniões divergentes?

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