21 de jun de 2011

Ecletismo Musical: Coisa Nossa?

Bom, meus caros amigos e leitores, por incrível que pareça, o tema sobre o qual postarei hoje é um dos mais polêmicos possíveis. É o Ecletismo Musical, alvo de pouquíssimos debates. Tal fato é curioso, já que brasileiros e brasileiras importam se muito com a Música, mas pouco com o respeito a outros ritmos.
*Essa postagem não foi feita para ofender ou criticar alguém especificamente. Lembre-se: Se discordar do post, poste seus pensamentos. Todas as ideias são bem vindas.

TEMA: MÚSICA E OS CONFLITOS ENTRE SEUS RITMOS

Evolução Eclética? Não é coisa nossa!

Um dos debates mais importantes e negligenciados em território brasileiro é aquele relacionado ao Ecletismo Musical. Apesar de brasileiros e brasileiras terem a noção de que o país é governado em regime democrático, muitos esquecem-se da existente liberdade de expressão, inclusive musical, a qual permite ao indivíduo ouvir qualquer ritmo de músicas, desde o Rock até o Bolero ou a Lambada.
A prática mais comum daqueles os quais não apreciam certas “batidas” é degradar as melodias das mesmas. A maior falácia de tais pessoas constitui-se em ridicularizar os trechos de algumas canções, inferindo que tais se fazem aculturadas e inúteis para a sociedade brasileira em si, esquecendo-se (propositalmente ou não) de que nem todos os seus compatriotas têm acesso aos meios necessários para atingir a suposta erudição essencial para tornar uma música “culta”.
Além desses, ainda existem aqueles os quais fazem uso da violência física para provar que o seu ritmo adorado é superior a todos os outros. Além de ceifar vidas por motivo torpe quase cotidianamente, esses indivíduos criam falácias e falsos silogismos em relação àqueles os quais ouvem tais músicas, deturpando por sucessivas vezes a imagem dos outros grupos musicais.
Dizem alguns teóricos da Biologia que o ser humano é, a nível evolutivo, o paradigma da evolução natural. Porém, a mesma torna-se inútil sem uma melhora nas relações humanas. Para que essa mudança positiva ocorra, o Ecletismo Musical faz-se um dos passos essenciais e indispensáveis.

4 comentários:

  1. Realmente não há razão para rivalidade e até mesmo violência entre grupos musicais diferentes no estilo, como: Pagode e Sertanejo, Rock e Sertanejo, Funk entre outros... Cada um ouvi o que mais lhe agrada.

    Ana Carolina LM

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  2. Não discordarei de sua ótica, Carol. Lógico, quem não é eclético talvez tenha graves motivos. Qualquer um que quiser manifestar argumentos contra o meu texto, é só mandar.

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  3. Com você sabe, caro Octávio, eu adoro discutir esse tema.
    As pessoas são muito radicais quando se trata de música. Prova disso é você dizer a um rockeiro (grupo da qual me identifico e que infelizmente assumo ser o mais radical) que a banda favorita dele não presta ou chamá - lo de "poser". Uma dica: nunca faça isso.
    A questão é: por que, num cenário de miscigenação e mistura de culturas que é o nosso país, existe ainda tanta intolerância?
    Penso que essa intolerância musical é um reflexo da nossa sociedade. O rockeiro que não respeita o pagodeiro simplesmente por ser diferente, não conseguirá respeitar o homossexual, o negro, a mulher, por serem diferentes dele.
    POr que nos apegamos tanto a não respeitar o "estilo musical" dos outros, sendo que o que menos precisamos hoje em dia é de mais preconceito? A verdade é que precisamos de uma revisão de valores, a ignorância está tão incrustada em nós que se reflete até num cenário aparentemente banal, como a música.
    Não se trata de julgar o que é bom ou que é mal, se trata de respeitar o que quer que seja.
    Bom, masé só a minha opinião.
    Parabéns pelo blog.
    Beijos

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  4. Isso sem dúvida é perceptível, Cynthia.
    Sim, realmente, o brasileiro é um povo radical quando se trata de música. O curioso é que fazemos parte de uma nação ímpar no quesito Pluralismo Musical. ( E em muitos outros nos quais não somos reconhecidos)
    Bom, sobre revisão de valores.... sim, talvez seja necessária a revisão. Entretanto, será que devemos primeiro revisar ou afirmar valores?

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