21 de mai de 2011

Nossa Língua Portuguesa

Formal X Informal

Considerando o conteúdo de minha última postagem (Educação, 11 de Maio), decidi, por meio de um texto mais pessoalizado, fazer uma crítica aos puristas gramaticais, os quais seriam pessoas defensoras do uso da norma culta padrão da Língua Portuguesa em qualquer circunstância.
Começo argumentando e comparando as praticidades do modo culto e do modo coloquial. Peguemos o seguinte exemplo: Um cidadão araçatubense (usando o típico “vôti”, no caso de muita informalidade) descreve a resposta de um terceiro a uma situação na qual um aluno inferiu que a professora do mesmo era ingênua. O relato será feito dos dois modos:
Modo Formal: “Estou excessivamente espantado. O estudante inferira que a mestra é facilmente ludibriada por qualquer indivíduo. Caso ocorresse tal infortúnio comigo, o aluno não sairia impune porque o convidaria para duelar”.
Modo Informal: “Vôôôti, falou que a psora nasceu ontem. Se fosse eu, não deixava. Se fosse eu, chamava na chincha”.
Viram? É muito mais prático e muito menos demorado o uso da linguagem informal. Em uma sociedade imediatista como a brasileira, vários modos de poupar ou ganhar tempo são usados, como a informalização da linguagem.
Além disso, faz-se presente o argumento educacional, o qual tem como base a necessidade de adequação aos diferentes níveis de linguagem, especialmente em nação tão diversa e a qual caminha a passos modestos para uma educação de qualidade. Seria impossível a comunicação entre médico e paciente caso aquele (normalmente culto) não conseguisse se adequar ao nível lingüístico deste (paciente).
Esperar que brasileiros e brasileiras dominem a norma culta da língua, considerando o plano social atual da nação, é o mesmo que exigir o fim das guerras político-religiosas no Oriente Médio. Uma utopia. Antes de mudar a educação, deve-se pensar em mudanças socioculturais. Senão, qualquer tentativa de mudança educacional resultará em fracasso.

PS: Peço desculpas aos leitores de “O Homem e a Crítica”, pois este texto provavelmente teve um nível muito inferior aos outros já produzidos pelo autor. Porém, peço-lhes um pouco de paciência e prometo-lhes algo muito melhor em 1º de Junho (lembrando que o post de 31 de Maio é mera enrolação).
PS2: Aos leitores de SJRP, quero deixar claro que esse post foi produzido enquanto eu ainda morava em Araçatuba. Então, não estranhem, plz

2 comentários:

  1. Muito bom texto,Otávio.Bons argumentos,concordo com você referente a questão do informal.
    Beijos

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  2. Vlw, Cindel. Mesmo assim, eu ainda acho esse um pouco abaixo da média dos outros

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