11 de mai de 2011

Educação?

Bom, leitores do meu Brasil varonil, após alguns dias sem Internet, consegui cumprir a minha agenda de posts naturalmente. Agora, é hora de falar sobre Educação. Boa leitura!

Falta de Educação

A Educação é comumente separada, especialmente por brasileiros e brasileiros, em Acadêmica e Moral. A Educação Moral é constituída pelo ensino de costumes e da ordem social aos novos cidadãos, enquanto a acadêmica tem como objetivo a qualificação profissional e intelectual da população.
Tendo como meta a melhoria da Educação Acadêmica, alguns especialistas se reúnem em prol da implementação de novas disciplinas à grade curricular dos Ensinos Fundamental e Médio, usando-se do princípio antigo (e totalmente falacioso) de que quanto maior o número de disciplinas (ou grade), melhor será o desempenho acadêmico e o nível intelectual dos estudantes.
Todavia, é essencial analisar criticamente a situação brasileira não somente educacional como cultural. Faz-se inútil a integração de um maior número de disciplinas (mesmo aquelas com propósitos úteis e propostas coerentes, como a Filosofia, a Sociologia e a Música, essa última que provavelmente será adicionada ao currículo obrigatório dos estudantes em 2012), sem uma mudança de valores, levando em consideração a atual opinião das massas sobre tais estudos, os quais são considerados infrutíferos.
Em síntese, não é possível a realização de mudanças educacionais no cenário nacional sem uma grande alteração nos costumes populares. Além de descartar os valores preconceituosos, educacionalmente preguiçosos e apolíticos dos brasileiros, é fundamental facultar a maioria das presentes disciplinas, fazendo com que os alunos dediquem-se mais ao que preferirem, diminuindo o temor em relação a reprovações e removendo do país a falta de Educação Acadêmica


4 comentários:

  1. Há um sério problema na educação do Brasil, não somente por culpa de quem governa, mas por falta de interesse dos próprios alunos (o que ocorre na maioria das vezes) que quase sempre são de escolas públicas (geralmente os de escolas particulares têm mais interesse). Para ser acrescentado novas disciplinas na grade é preciso que os alunos se interessem pelas aulas, fazendo-as serem produtivas e sempre buscando mais conteúdo, fazendo seus próprios professores estudarem mais. Quase sempre a culpa dessa educação fraca no Brasil cai sobre os professores (de escolas públicas) com desculpas de que esses professores são 'burros' e não sabem dar aula, mas o que acontece é que hoje em dia para esses professores, dar aula é uma situação difícil, pois eles deixaram de ser somente aqueles que ensinam, mas sim os que educam (muitas mães desses alunos passou o papel de educar para os professores, o que é errado, pois educação vem de casa)e agora são chamados de educadores e eu acho isso um absurdo.
    Após esses alunos tomarem interesse, começarem a estudar e ter um nível cultural mais forte é que poderá ser implantada a divisão de exatas, humanas e biológicas logo no ensino médio, para que eles possam decidir o que seguir até a 8ª série e depois seguir só a sua área.
    Só isso é o que falta para formarmos cidadãos intelectuais

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  2. Não se faz essencial realmente uma divisão em Biológicas, Exatas, Humanas e Linguagens, mas, como afirmei com minha tese, facultativar as disciplinas para os alunos. Uma divisão como a sugerida por você, LFA (progressiva, é claro), seria danosa para muitos.
    Vou pegar meu caso como contraponto. Minha formação (caso passe no Vestibular) será em Linguagens. Pela sua lógica, eu estudaria somente Linguagens pelo Ensino Médio todo. Mas, a questão é que eu me sentiria mal em perder quase todo o contato com Matemática, História, Sociologia, Filosofia e outras já no Ensino Médio.
    Deveríamos fazer como nos Estados Unidos, em que apenas 4 disciplinas são obrigatórias (Matemática I, História Americana, Língua Inglesa e mais uma da qual não me recordo), porém, quanto mais disciplinas o aluno acrescentar à própria grade, melhores serão suas chances de ganhar bolsas em universidades de prestígio (isso se o mesmo tiver um ótimo desempenho)

    Segundo ponto: Como o aluno pode criar interesse quando se sente sobrecarregado com matérias para as quais mal tem tempo hábil de estudo? (considerando os vários pré-requisitos para adentrar o mercado de trabalho, os quais levam o aluno a ter que fazer cursos fora das fronteiras escolares)

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  3. Muito interessante seu ponto Octávio, eu também gosto muito do modelo americano/inglês... Contudo, nos esquecemos de um "pequeno" empecilho: a falta de professores no mercado. Discutida em minha última aula de política educacional, a procura das licenciaturas pelos jovens é preocupante. Cada vez menos jovens prestam licenciaturas e cada vez menos licenciados exercem o magistério. Não é o interesse pelas matérias propriamente dito que leva a implantação, há uns anos atrás, o Espanhol seria obrigatório no Ensino Médio, contudo, NÃO HAVIA professores suficientes para atender à demanda. O que para nós, letristas e futuros-letristas, é ótimo (falta de concorrência), para a educação é preocupante.
    Enfim, encerro aqui meu comentário.

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  4. Você fez um comentário coerente, Joshua. Ainda assim, não é só mudar o sistema. É preciso valorizar outros trabalhadores, fora das áreas de Medicina, Engenharia e novas tecnologias. Durkheim, em um raro momento de genialidade (afinal, ele não passava de um positivista tonto), afirmou que somos todos dependentes uns dos outros. Falta aos brasileiros relembrar isso e valorizar bem mais que o "Dotôzin"

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