12 de abr de 2011

El Caos Oriental

Bom, pessoal, este é o terceiro lugar da enquete de alguns dias atrás. Peço desculpas pelo atraso (problemas com conexão, sacumé). Dia 21 a próxima postagem ocorrerá normalmente. Boa leitura!


Desordem e Regresso

Durante os primeiros meses de 2011, o povo ocidental vem sendo bombardeado com notícias alarmantes sobre a situação caótica a qual engloba o Oriente Médio e o Norte da África. Egito, Líbia, Tunísia, Jordânia, Síria, Bahrein e outros países da região sofreram ou ainda sofrem com déspotas corruptos e sucessivas revoltas, muitas delas de cunho fundamentalista religioso. Ao invés de “Ordem e Progresso”, o escrito da Bandeira do Brasil, esses países só poderiam colocar em suas bandeiras “Desordem e Regresso”.
Ao invés de desprenderem-se de valores religiosos e tornarem-se ecumênicos, como a antiga nação pérsica (Atual Irã) um dia fora, esses povos, de maioria islâmica sunita, regrediram ao nível do cristianismo medieval e voltaram a perseguir judeus, ateus, não-islâmicos em geral e mulheres. Além disso, fundamentalistas muçulmanos começaram a disseminação de mensagens de ódio aos povos ocidentais, que foram aceitas por pessoas desesperançadas, enraivecidas e inconformadas com a situação política de suas nações e iniciaram as notórias revoltas populares, as quais podem culminar tanto em governos revolucionariamente democráticos quanto em governos autoritários (como o de Mahmoud Ahmadinejad no Irã) e/ou teocráticos, citando o mesmo governo e a maioria dos governos da Antiguidade Oriental.
Em resumo, cabe a esses povos, que sofrem com o regresso em tolerância religiosa e com a desordem governamental e ideológica, mudar os rumos de seus países, podendo assim iniciar uma transformação benéfica para o mundo. A sorte está lançada para os rumos democráticos e para os rumos teocráticos/autocráticos no Oriente Médio e na parte Norte do continente africano

4 comentários:

  1. 'Felizes eram os fenícios.'

    Demos um desconto à esses pobres coitados, desde os primórdios participando da existência, deve ser realmente estressante. Porque desde sempre é um sobrepondo o outro, gerando conflitos e mais conflitos. E então, porque cargas d'água hoje iria mudar? - Ah Anna, porque hoje somos evoluídos. - Não. Hoje somos melhores adaptados. Porque evolução mesmo não há, então continuaremos assim até que a real soberania paire sobre as almas humanas.

    Que se matem esses ocidentais pré-históricos.

    obs: Se seguirmos o ditado: Da lama viemos, para a lama voltamos. Chegamos à conclusão de que: Desses infelizes viemos, e para esse infelizes voltaremos. Para bom entendedor meia palavra basta ok?
    Brisei.

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  2. Se participar da existência for estressante e der desculpa para as pessoas se matarem, a China estaria o caos hoje, já que eles estão aí há mais de 5000 anos

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  3. Mas eles sempre foram uma resistência, e além do mais, unidos. O Oriente médio é formado só de bicões turcos, o que torna difícil a união.

    Dai os chineses, apesar de antigos, são 'legais'.

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  4. O pior é que não. Durante toda a história da China, a união foi rara. Várias dinastias subiram ao poder, mas não como se fazia no Ocidente, ou seja, em questão de semanas. Há o caso da Dinastia Han, que só teve fim após mais de 30 anos de luta. Fato igual ocorreu com a Dinastia Wei, sucessora de Han. Foi trocada por Jin, num golpe interno, mas demorou quase 40 anos para tal acontecer. O ciclo foi de + ou - 191 (fim moral de Han) até 263 (Início de Jin, a qual só veio a unificar a China em 280, com a queda do reino de Wu). Além disso, o caso dos mongóis e de outras dinastias é passível de citação.

    Resumindo, não, os chineses nem sempre foram unidos

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