1 de mar de 2011

A Ética e o Indivíduo

Caros blogueiros, dessa vez venho a redigir uma proposta de redação feita pelo ENEM em 2009.
TEMA: "O indivíduo frente à Ética Nacional"
Desejo-lhes uma leitura agradável, e, se possível, comentem, também trazendo temas de vosso interesse. O objetivo é debater e alertar, não criticar indivíduos

O Júri Popular

O Brasil, uma das 10 maiores economias do mundo, é também um dos países mais desiguais e corruptos do planeta. Apesar dos bons programas assistencialistas estatais (Bolsa-Família, entre outros), a desigualdade social pouco diminui. Além disso, há a desigualdade regional, em que a região mais pobre do Brasil, o Nordeste, tem PIBs e IDHs estaduais muito aquém daqueles estados das regiões Sul e Sudeste, por exemplo. Tais desigualdades atrapalham o desenvolvimento social e econômico nacional.
Existem várias razões para essas desigualdades, entre elas administrações ineficientes e péssima distribuição e divisão das verbas federais entre estados. Porém, a maior dessas razões tirou a esperança do povo brasileiro que, ao invés de assumir seu papel de júri popular para condenar os políticos ineficientes, apassivou-se ao ponto de muitas vezes tornar-se a vítima ou até mesmo o réu condenado pelas decisões e pela ineficiência dos políticos atuais.
Essa razão, amplamente conhecida no mundo, é a corrupção. Os notórios escândalos políticos, como o Mensalão (2005), e outros vêm diminuindo cada vez mais a esperança do povo brasileiro em mudanças políticas, e, aliado a uma mentalidade de um povo acostumado a ser liderado, aumenta o conformismo do indivíduo frente à decadente, falha e corrompida ética nacional.
Assim sendo, por causa dos crescentes casos de corrupção na esfera política, o indivíduo, além de perder as esperanças frente à ética nacional, tornou-se conformista. Para mudar esse panorama, faz-se necessária uma ampla Reforma Penal e Política, não absolvendo os corruptos e inserindo, durante as campanhas eleitorais, verdadeiras propostas políticas, valorizando qualidade política em detrimento de quantidade de políticos

4 comentários:

  1. É Octávio concordo plenamente contigo..
    o Brasil precisa de uma política, que segundo o dicionário, além da definição de "práticas relativas ao Estado" define também como "habilidade no trato das relações humanas" o que não se vê nos políticos brasileiros.
    Precisamos de políticos, que exercem a política justa (raro de se ver no Brasil, se é que tem algum e se tiver, deve tá se fudendo lá) e não de politiqueiros, que fazem politicagem (ridicularizam a política brasileira).

    é agora eu me revoltei!!!

    Obs: Octávio entra no meu blog lá pra ver a porra que eu fiz, ok? valew'

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  2. Já avaliei seu post, Luís. Mas, sobre esse negócio de politicagens, um político poderia, com todo o mérito, argumentar que a politicagem é algo inerente ao ser humano. Além disso, nem sempre uma intenção de beneficiar se transforma em benefício real

    Mas, obrigado pelo feedback

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  3. Interessante texto, Octávio. De fato, política, no Brasil, tornou-se um tema banalizado, muitas vezes vulgarizado. Como diria Wagner Moura, citando outro famoso pensador, o problema daqueles que não gostam de política é que são governados por aqueles que gostam muito.
    Quando você inicia seu texto atribuindo à esfera do ESTADO a responsabilidade pela desigualdade social no Brasil, penso que um equívoco é cometido. Como já discutimos noutras ocasiões, a questão da apropriação desigual das riquezas socialmente produzidas é de ordem estrutural, inerente ao modo de produção em que estamos inseridos. Há de se considerar a totalidade, o particular como expressão do universal, como diria Marx. No mais, seu texto está bem estruturado. Evite apenas a repetição de termos, que vão se acumulando com frequência ao longo da leitura.
    Um grande abraço e tudo de bom.
    Maurício

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  4. Não falei em momento algum, meu caro Maurício, que o estado é inteiramente culpado pela desigualdade social. Só disse que é papel do estado atenuar tais desigualdades. Mas, realmente, o problema é estrutural.

    Mas, obrigado pelas valorosas dicas. Sobre a repetição de termos, tentarei "eruditar" ainda mais minhas críticas, empregando novos termos

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