11 de fev de 2011

Tese sobre o Bullying

Bom, internautas de todo o Brasil, este é meu primeiro post. É uma tese sobre Bullying feita por aquele que digita a vocês. Divirtam-se com a leitura. O título pode soar estranho, mas é porque se trata de um editorial feito por mim para um projeto de revista o qual infelizmente não saiu do papel.
Projeto Bullying
O preconceito é, por definição do Dicionário Escolar da Língua Portuguesa, uma opinião ou ideia formada antecipadamente e sem reflexão nem fundamento razoável sobre alguém ou alguma coisa. Apesar de não se saber ao certo a origem histórica do preconceito, tem-se conhecimento de que, por séculos, quando uma nação ou um povo dominava outro, este sofria com o preconceito e com práticas intolerantes e repressivas à sua cultura. Assim fora nas relações entre elamitas e sumérios, egípcios e hebreus, hititas e acádios, assírios e babilônios e entre romanos e os povos “bárbaros”.
Nos tempos modernos, o preconceito, aliado à intolerância e a mentalidades coercitivas e ignorantes, tornou-se instrumento de discriminação entre jovens, crianças e adultos, e não só entre nações. Além das já existentes questões religiosas, culturais, raciais e sociais, a extrema valorização das aparências e o desrespeito às divergências de pensamento originaram e trouxeram notoriedade ao Bullying, que é uma prática caracterizada por constantes agressões verbais, físicas e psicológicas de um grupo ao seu alvo, normalmente isolado.
Porém, antes de condenar quem pratica o Bullying, é necessário analisar todos os grupos que interagem nessa roda-viva do preconceito. Primeiro vem os agressores, ou aqueles que praticam o Bullying. Geralmente, essas pessoas têm personalidades autoritárias e dominantes, pontos de vista preconceituosos, deficiência em sociabilidade e comportamentos agressivos desde a infância. Além disso, os bullies, como são denominados, podem também ter sido vítimas de Bullying na infância, por parte de pais, professores ou irmãos. Além do Bullying Direto, preferido por bullies masculinos, alguns bullies (como mulheres e crianças pequenas) executam o Bullying Indireto, que se baseia no isolamento social da vítima.
Em segundo plano, porém não menos importantes, estão as vítimas, ou aqueles que sofrem Bullying. Essas tendem a ser pessoas aparentemente mais frágeis do que seus agressores e cujas características físicas e psicológicas tornam-lhes identificáveis perante a massa de pessoas e propícias à prática de Bullying, por não poderem se refugiar na multidão. Essas vítimas tendem a sofrer com depressão e ansiedade, entre outros sintomas pós-Bullying
Finalmente, estão presentes as testemunhas, as quais são pessoas que poderiam ajudar as vítimas. Porém, por medo ou negligência, essas pessoas tendem à omissão, piorando ainda mais a situação das vítimas. Algumas vítimas e testemunhas tornam-se agressores (as) como meio de proteção (para que os bullies não as escolham como alvos) ou vingança
Os papéis mudam com as circunstâncias. Um professor, por exemplo, pode ser vítima de um bully, testemunhar um aluno ou outro professor sendo o alvo dos bullies, ou até mesmo ser um bully em relação a um aluno ou a outro professor.
Bullying, o mais notório filho do preconceito. Preconceito, o filho do medo, o medo da diferença. O combate ao filho (Bullying) e ao pai (Preconceito) não pode mais ser negligenciado. Qualquer forma de preconceito é inaceitável, e o Bullying não pode ser exceção à regra. Senão, ainda mais pessoas potencialmente grandes tornar-se-ão pequenas ao longo dos anos. É hora de respeito, é hora de ação.


(Quem quiser críticas sobre quaisquer assuntos, poste um comentário com seu pedido e, se possível, com uma fonte de pesquisa)
*PS: Desculpem pela fonte relativamente pequena. Foi um problema primitivo de formatação

13 comentários:

  1. O preconceito, por sua permanência na humanidade, mostra que a nossa evolução não passa de simples ilusão.

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  2. hahaha, ainda não consegui ler o enderço do blog (:

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  3. Isso mesmo Octávio, o "pré-conceito" é ainda um esboco de uma idéia, pois o conceito de algo ou alguem é uma análise rígida de vários angulos, medidas e médias. O Bullying é apenas uma característica do "pré-conceito". Pois o preconceito é definido como uma análise ainda crua. As pessoas hiláriamente dizem, com semblante de desprezo, á uma pessoa que ela é preconceituosa, quem ouve isto sendo dito, acredita em falar mau de alguem ou até mesmo racismo. O que o brasileiro acostumou mal com as definicoes das palavras da lingua portuguesa .... Assim adotaram o Bullying como um preconceito de más intencoes ou defamacao.

    Rafael A. Pereira
    16/03/2011 - 5h42min.
    Obs: desculpe me por alguns erros, pois estou postando pelo celular.

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  4. Seus erros já estão desculpados, mas eu colocaria (como coloquei) o Bullying como o mais notório filho do preconceito, não como uma característica de tal.

    Enfim, como descobriu meu blog, afinal?

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  5. Muito bom,falou tudo....
    E pra quem já sofreu bullying,dá pra se identificar bastante.
    Está de parabéns cara.
    ;)

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  6. Pois é, meu caro Marcelão, mas só se identificar não é o bastante. Nós, que já sofremos Bullying, devemos agir contra essa corrente nefasta e idiótica

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  7. ai vai uma dica.. quem pensa que o bullying só ocorre nas escolas esta super enganados.. isto é ocorrido por apelidar colegas ,fazer ofensas em que outro se sente mais fraco .. bullying é praticado tbm nas empresas, nas faculdades, na própria familia tbm ocorre .. e devemos combater isso e que a nossa sociedade viva no clima de respeito e paz!! abraços a tdos...

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    1. De fato, Anônimo. No trabalho, tem outro nome: assédio moral. Mas, só para saber, quem é você?

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  8. considero que é um bullying e a criança tinha dois anos...anonima

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